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UMA PALAVRA AOS PREGADORES MIRINS

17 março 2010

Uma febre no meio evangélico é a popularização dos “Pregadores Mirins”, crianças em tenra idade atuando nos púlpitos das igrejas pentecostais como verdadeiros ministros.

Verdade é que Deus usa e capacita o homem, independente da idade, gênero, nível social ou cultural. Todavia o que vemos nestes infantes pregadores é a “adultilização” deslocada, fora de lugar (ou de momento), é a criança se passando por adulto, abordando temas fora da sua compreensão e realidade.

Assistindo este vídeo, fica claro a reprodutibilidade do tenro pregador (pregador?), pois mais coerente seria classificar sua predica como uma reprodução verbal e imitação gestual dos superpregadores midiáticos da atualidade.

Esta prática pode incorrer em danos na formação psicológica da criança, uma vez que ela é inserida numa realidade fora do seu contexto, uma exposição a vida adulta, quando a mesma ainda não está apta a vivenciá-la. Criança deve brincar, se relacionar com outras crianças, receber orientação educacional direcionada e especial, amor, carinho e proteção contra este tipo de exposição.

Se compararmos os pregadores mirins aos astros mirins da mídia secular, veremos algumas similaridades, a mais marcante é a notoriedade – a fama!

Outro aspecto similar é a superexposição, o que tira da criança a sua particularidade e senso de dependência dos pais, pois na infância a criança aprende que está seguro é o mesmo que estar inserido no convívio em companhia daquelas que a ama (pai, mãe, avô, avó...).

Por fim, astros cinematográficos que prematuramente iniciaram a carreira sofreram na adolescência problemas psicológicos em razão dos distúrbios sociais sofridos na infância. São inúmeros os casos registrados de inadequação social e familiar que estes infantes sofrem na maturidade, precisando de terapia para adéqua-se a realidade da vida adulta.

Que os pregadores mirins preguem como crianças, abandonem essa prejudicial “adultilização”.

Deus vos usará como crianças que são como instrumentos na evangelização, sem prejudicar o desenvolvimento natural e psicosocial do individuo.

Que as igrejas abram espaço em suas programações para as crianças, continuemos a promovê-las através da EBD infantil, Círculo de Oração das Crianças, Culto das Crianças e muitos outros mecanismos de integração.

Que Deus vos abençoe!

Um comentário :

  1. a fanpage http://www.levandocriancaaDeus concorda com essa observação...apoio..

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