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EBD: O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO NOVO TESTAMENTO. Subsídio e Comentário

03 setembro 2010

Leitura Bíblica em Classe: 1 Co 2.9-13

Objetivos:

I. EXPLICAR que Jesus Cristo é o Profeta por excelência;

II. COMPREENDER como se deu a atividade profética em o Novo Testamento;

III. CONSCIENTIZAR-SE de que os apóstolos foram investidos da mesma autoridade dos profetas do Antigo Testamento, exercendo idênticas funções.

 

Conteúdo:

COMENTÁRIO EXTRAÍDO DO BLOG SUBSÍDIO EBD

INTRODUÇÃO
As profecias não se apresentam apenas no Antigo Pacto. O Novo Testamento também revela muitas profecias. A esse respeito, destacaremos, na lição de hoje, que Jesus, sendo Deus, foi também um profeta. Em seguida, destacaremos o ministério profético dos apóstolos Paulo, Pedro e João. Ao final, meditaremos sobre a atividade profética no Novo Testamento, a partir de I Co. 2.9-13.


1. JESUS, O PROFETA PROMETIDO
A palavra profeta, no grego neotestamentário, é prophetes e ocorre aproximadamente 150 vezes. Semelhantemente a definição do Antigo Testamento, o profeta é aquele que anuncia a mensagem da parte de Deus. Ele não fala de si mesmo, mas em lugar do Outro, dAquele que verdadeiramente É. Durante os anos em que viveu na terra, Jesus se revelou como o profeta prometido. Ainda que Ele seja Deus, enquanto homem, é considerado profeta (Jo. 1.1,14). E, como tal, Ele falava em nome do Pai (Jô. 4.34; 5.30; 6.38; 14.24). Segundo o autor da Epístola aos Hebreus, Ele é Aquele por meio do qual Deus falou (Hb. 1.1,2). Para exemplificar, destacamos uma das profecias de Jesus que se cumpriu cabalmente. Em Lc. 21.24, encontramos seu anuncia da queda de Jerusalém, o que veio a acontecer no ano 70, quando o imperador Tito entrou na cidade, sacrificou vários judeus, e dominou aquele povo. Assim como essa, as outras profecias de Jesus também se cumprirão. Ele mesmo disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão” (Mc. 13.31). Ele falou a respeito dos últimos tempos que se cumprirão por ocasião do período da Tribulação (Mt. 24.5-12). A mensagem profética de Jesus deva servir de alerta para todos, especialmente para os cristãos, para que estejamos preparados quando Ele voltar, não dispersos como as virgens da parábola (Mt. 25.1-13).


2. AS PROFECIAS DOS APÓSTOLOS PAULO, PEDRO E JOÃO
Existem verdades proféticas que foram reveladas a esses apóstolos e que não se encontram em qualquer outro lugar da Escritura. Em relação a Paulo, destacamos o mistério do arrebatamento (I Ts. 4.13-17). Há poucas passagens no Antigo Testamento que aludam superficialmente a respeito desse tema. Jesus falou rapidamente a respeito de levar os seus para junto dele (Jo. 14.1), mas não aprofundou o tema do arrebatamento, pois não se fazia necessária naquele momento. Coube ao Apóstolo Paulo, pelo Espírito Santo, declarar esse mistério, que se dará quando a trombeta soar, e o que é corruptível se revestir da incorruptibilidade (I Co. 15). Pedro também profetizou a respeito de vários assuntos, dentre eles, a vinda gloriosa do Senhor, e, principalmente, do aparecimento de escarnecedores nos últimos tempos (II Pe. 3.3,4), bem como do fim do mundo e da eternidade dos salvos (II Pe. 3.7-18). João, quando preso na ilha de Patmos, também recebeu revelações grandiosas da parte do Senhor. Naquela prisão o Senhor lhe revelou as coisas que em breve deveriam acontecer e ele as relatou e essas se encontram no Apocalipse (Ap. 1.1-3). Destacamos apenas três dos apóstolos e apenas algumas das suas profecias, mas muitas outras poderiam ser apontadas. Outros escritores do Novo Testamento também profetizaram, tais como Judas e o autor da Epístola aos Hebreus.


3. O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO NOVO TESTAMENTO
Em sua I Epístola aos crentes de Corinto, Paulo, citando indiretamente Is. 64.4; 65.17, revela que existem mistérios da parte de Deus que são ocultos. Mas, Ele, por sublime graça, descortinou algumas verdades para que as conhecêssemos (I Co. 2.10). É confortador saber que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouvir, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9). A mensagem profética no Novo Testamento, revelada pelos apóstolos, através do Espírito Santo, consola a igreja em todos os momentos, principalmente nos momentos mais conturbados (Lc. 24.45; At. 15.28). Através da Escritura, o Espírito Santo, que inspirou os escritores, nos instrui para a formação de um caráter santo (II Tm. 3.16,17). Tal como o ser humano tem os seus segredos, o Espírito Santo também os tem e Ele nos revela (Jo. 14.9-11; 15.26; 16.13-15). O conhecimento profético, diz o Apóstolo, é diferente do conhecimento meramente humano. Os cientistas sabem aquilo que experienciam através dos seus métodos de investigação. Os filósofos sabem aquilo que conseguem concluir a partir do raciocínio. Mas o cristão pode saber as coisas que o método científico e a lógica não são capazes de explicar. Essas verdades são proféticas, isto é, foram reveladas por Deus, que se manifestou através dos seus oráculos.


CONCLUSÃO
Nesses últimos dias, em que o Espírito expressamente diz que “apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm. 4.1,2), cabe a igreja atentar não para as fábulas, mitos e invencionices humanas, e sim para a voz do Espírito Santo (II Tm. 4.3,4). Ele, através da mensagem profética do Antigo e Novo Testamento, continua falando à igreja. Por isso, quem tem ouvidos ouça o que o Espírito tem a dizer (Ap. 2.7, 11, 17, 29, 3.6, 13, 22).

 

Conteúdo de autoria do Pb. José Roberto A. Barbosa, postado no seu blog Subsídio EBD

http://www.subsidioebd.blogspot.com/

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