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EBD: Quando o crente não ora

18 dezembro 2010

INTRODUÇÃO
Orar é um mandamento bíblico, mas é também uma necessidade. Como disse certo pensador, a apostasia começa pelos joelhos. A oração é para a alma o que o oxigênio é para o corpo. A partir de tais assertivas, estudaremos, na lição de hoje, sobre o perigo de deixar de orar. A princípio, meditaremos na situação de Jonas, que, ao invés de orar, resolveu agir, sem a direção de Deus. Em seguida, mostraremos quais são alguns empecilhos à oração. Ao final, meditaremos sobre alguns motivos pelos quais o crente não pode deixar de orar.

1. A FALTA DE ORAÇÃO DE JONAS
A história bíblica de Jonas é um caso sui generis de experiência com Deus. Jonas, ao contrário do que se possa pensar, não orou ao Senhor porque sabia que Ele poderia responder. E, conforme sabemos, Deus o havia enviado a profetizar a necessidade de arrependimento aos ninivitas. Ao invés de cumprir a vontade do Senhor, o profeta resolveu tomar uma decisão precipitada, fugiu para não entregar a mensagem recebida de Deus. O temor de Jonas era que a população de Nínive, que oprimia os israelitas, se arrependesse, e o Senhor os poupasse, algo que o profeta não desejava que acontecesse. Enquanto fugia, o navio no qual Jonas se encontrava foi vitimado por uma violenta tempestade. Os pagãos que acompanhavam o profeta oraram ao Deus de Israel, reconhecendo o pecado de Jonas e poder de livramento do Senhor (Jn. 1.14). Enquanto isso, o profeta fujão se esquivava da responsabilidade, ocultando-se em suas credenciais religiosas (Jn. 1.9). Por fim, Jonas percebe que a forma da tempestade passar é que ele, a causa de toda calamidade, fosse lançado ao mar e engolido por um grande peixe (Jn. 1.12). Naquele ambiente inóspito, Jonas finalmente resolve orar ao Senhor (Jn. 2.1-9). A oração do profeta é resultante da sua necessidade, ele sabe que não pode esperar em outro que não seja o Senhor, por isso, naquele lugar solitário, pede a Deus, com fé, que o livre daquela situação (Jn. 2.4,7). Deus responde a oração de Jonas, revelando que não importa em que contexto estejamos, ainda que haja indisposição para orar, Ele, mesmo assim, está apto a nos ouvir (Jn. 2.7).

2. ALGUNS EMPECILHOS À ORAÇÃO
Existem vários empecilhos à oração, isso porque o homem moderno, diante do modernismo, passou a confiar menos em Deus. Para alguns, a oração é algo desnecessário, uma atitude sem eficácia, praticada por pessoas que não têm coragem de agir. Paulo, no entanto, exorta a Timóteo para que use "prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça em favor de todos os homens” (I Tm. 2.1). Podemos destacar alguns empecilhos à oração: 1) comodismo – orar é uma atitude de renúncia, significa dizer não a si mesmo, e assumir a posição de dar glória a Deus. Muitos se cansam facilmente da oração, ficam inquietos somente em pensar em orar. Para esse, aplica-se Is. 40.29-31: “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças. Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor”; 2) distração – existe tanto entretenimento nos dias atuais que os crentes simplesmente não conseguem se concentrar na oração. Há uma justificação considerava plausível para muitos, a de que não têm mais tempo para orar. Como o salmista, precisamos estabelecer prioridades: “eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz” (Sl. 55.16,17); 3) preocupações – Jesus nos instrui a não vivermos perturbados com as vicissitudes do cotidiano, mas nós, em meio a tanta ansiedade, não conseguimos parar para orar. Ao invés de vivermos preocupados, devemos seguir os conselhos do salmista: “confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá: jamais permitirá que o justo seja abalado (Sl. 55.22); 4) desânimo – diante de tantos descalabros e injustiças, somos tentados a pensar que Deus não mais responde as orações. Devemos aprender com Paulo, que diz: “Em tudo somos atribulados, porém, não angustiados; perplexos, porém não desanimados” (II Co. 4.8) e com Isaias: “Dizei aos desalentados de coração: sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará” (Is. 35.3-5).

3. MOTIVOS PARA O CRENTE ORAR
Quando o crente não ora, é possível que esteja enfrentando algum obstáculo: falta de comunhão com os irmãos da igreja (I Jo. 3.15), uma língua que profere maldade (Is. 59.3) e desobediência premeditada (Pv. 28.9). Mas Deus trabalha nas situações a fim de que o crente tenha motivos para orar. Às vezes passamos pela escola da aflição, e, por meio desta, somos levados a buscar ao Senhor (Sl. 102.2). Há momentos em que Ele nos deixa sem saída, e quando beiramos ao desespero, e oramos, Ele atende nossas orações (Sl. 102.17). Apesar de tudo, temos motivos para orar, pois recebemos dEle a promessa de que fará o que disse (Nm. 23.19), em Jesus Cristo (Jo. 14.13,14). Portanto, devemos nos achegar com confiança e sinceridade diante do Senhor (Hb. 10.22). Temos razões sobejas para orar, por isso, não devamos seguir o modelo daqueles que, ainda que por um momento, deixaram de orar, e optaram por agir por conta própria, ou buscarem auxílio em pessoas ou lugares inapropriados: Sara (Gn. 15.4), Josué (Js. 9.14), Saul (I Sm. 28.7,8) Davi (II Sm. 21.10), Roboão (I Rs. 12.8), Acazias (II Rs. 1.2,6), Jonas (Jn. 1.12), são exemplo negativos. A oração não descarta a ação, essas, porém, precisam estar entrelaçadas. Há crentes que somente oram, e nada fazem, outros muito fazem, mas não oram. Lutero costumava dizer que devemos orar como se todo trabalho dependesse exclusivamente de Deus e trabalhar como se tudo dependesse somente de nós. Aqueles que muito oraram não deixaram de fazer o que deveria, o próprio Lutero é um exemplo a ser seguido.

CONCLUSÃO
Somos tentados, todos os dias e a todos os momentos, a deixar de orar. A sensação de auto-suficiência humana nos quer fazer acreditar que podemos resolver tudo sozinhos, como fez Moisés ao ferir o egípcio, a confiar no próprio braço, mas bendito é o homem e a mulher que confia no Senhor (Jr. 17.5-7). Deixar de orar é uma atitude muito arriscada, pois o crente que assim procede não cresce espiritualmente (Os. 6.3), deixa de dar prioridade a atuação de Deus (Mt. 6.33), vive a partir do senso de auto-suficiência (Rm. 8.28), não dá glória a Deus em seus projetos (Pv. 3.6) e não aprende a confiar na providência divina (Sl. 118.8).

 

*Comentário de autoria do Pb. José Roberto A. Barbosa, postado no seu blog Subsídio EBD.

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