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EBD – O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes

11 janeiro 2011

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes. A princípio, destacaremos as profecias bíblicas que apontam para esse evento. Em seguida, analisaremos a ocorrência desse derramamento em At. 2. Ao final, abordaremos o propósito desse batismo, para aquele tempo, com sua aplicação para a igreja dos dias atuais.

1. PROFECIAS DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
O derramamento do Espírito Santo foi predito várias vezes antes do seu acontecimento. O profeta Joel vaticinou a respeito do derramamento do Espírito sobre toda a carne. Essa ocorrência se concretizará plenamente no futuro, em relação a Israel, por ocasião do reinado do Messias (Jl. 2.28-32), no tocante à igreja, se concretizou no dia de pentecostes (At. 2.16-18). Isaias profetizou o derramamento do Espírito sobre a posteridade de Israel (Is. 44.3). Depois do período do silêncio profético, João Batista, já próximo à manifestação do ministério público de Jesus, disse que batizava com água, para arrependimento, mas que viria um maior do que ele, que batizaria com o Espírito Santo e com fogo (Mt. 3.11). No contexto dessa passagem, o batismo com o Espírito Santo diz respeito àqueles que crêem em Cristo, e com fogo, para os que O rejeitam como Senhor. Não podemos negar, porém, que o fogo é símbolo bíblico do Espírito Santo, pois, línguas repartidas como de fogo foram vistas por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes (At. 2.3). Jesus também predisse, mais que isso, prometeu enviar o Espírito Santo sobre os seus discípulos (Jô. 14.16,17). Depois de ressuscitar, disse ele: “permanecei em Jerusalém até que do alto sejais revestidos de poder (Lc. 24.49) e “vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias” (At. 1.5). Essa promessa foi ratificada em At. 1.8: “recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo”. As palavras de Jesus dizem respeito tanto ao recebimento do Espírito quanto ao Seu derramamento, experiências que ocorrem em momentos distintos.

2. O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTES
A festa judaica de Pentecostes acontecia no qüinquagésimo dia depois da Páscoa, também era denominada de Festa das Semanas, porque ocorria sete semanas depois da Páscoa. Na ocasião celebrava-se a colheita dos primeiros grãos de trigo (Ex. 23.16; 34.22; Lv. 23.15-21). Para a igreja, essa festa passou a ter um significado especial, diz respeito ao momento em que essa recebeu o poder do alto, o batismo no Espírito Santo, prometido por Jesus, para a expansão do evangelho (At. 2.1). Cento e vinte discípulos, que se encontravam reunidos no mesmo lugar, ouviram um som como de um vento, na medida em que esse encheu o cenáculo, línguas repartidas como que de fogo pousaram sobre os presentes (At. 2.2,3). E todos foram cheios do Espírito Santo, o verbo pimplemi – cheios em grego – dá idéia de uma capacitação sobrenatural para o serviço divino. Desse modo, o derramamento do Espírito Santo significa o mesmo que ser batizado no ou com o Espírito Santo ou receber o dom do Espírito (At. 1.5; 2.4; 38). Esse mesmo Espírito habilita sobrenaturalmente os discípulos a “falarem em outras línguas” (At. 2.4), isso quer dizer que eles não estudaram as línguas que falaram, ainda que, pelo contexto, inferimos que essas línguas foram reconhecidas como idiomas (At. 2.6). O falar em línguas é uma evidência física do batismo no Espírito Santo. Esse precisa ser diferenciado do dom de variedade de línguas (I Co. 12.10). Quando o crente fala em línguas, no Batismo no Espírito Santo, demonstra que experimentou o derramamento. Quanto fala em línguas, enquanto dom, edifica a si mesmo, ou, se houver quem interprete, a igreja (I Co. 14.4,13,27).

3. O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
O propósito do Batismo no Espírito Santo está explicitamente registrado em At. 1.8. Ainda que alguns teólogos associem esse derramamento a uma vida de santificação, esse, na verdade, objetiva o testemunho da morte e ressurreição de Cristo por parte de quem o experimenta. O fruto do Espírito Santo, produzido a partir de uma vida de comunhão com Deus, favorece a santificação do cristão (Gl. 5.22), o derramamento do Espírito, no entanto, visa à capacitação do cristão, com o poder do alto, a fim de que esse tenha coragem e audácia, mesmo diante de perseguições e adversidades, para falar, com intrepidez, a respeito do evangelho de Cristo. Toda igreja que pretende ser missionária, e desenvolver o ministério de testemunho de Jesus com eficácia, deve buscar o derramamento do Espírito Santo. Ao lermos o relato das experiências pentecostais do século passado, somos impactados pelas proezas que os servos de Deus foram capazes de realizar no poder do Espírito Santo. Após terem passado pela experiência desse Batismo, não mediram esforços para levar adiante a mensagem da salvação. Os diários de homens como Daniel Berg e Gunnar Vingren, a biografia de cristãos como Orlando Boyer, e de tantos outros crentes batizados no Espírito Santo, revelam o que Deus pode fazer, e ainda tem feito, com homens e mulheres cheios do Espírito. Os crentes da igreja primitiva, outrora atemorizados pelas autoridades religiosas judaicas, após experimentarem o enchimento do Espírito, passaram a anunciar o evangelho com ousadia, impulsionados pelo Espírito Santo.

CONCLUSÃO
Neste Centenário da Assembléia de Deus, precisamos continuar a propagar o evangelho pentecostal. Jesus Cristo salva, cura, batiza no Espírito Santo e leva para o céu. Devemos investir o que for possível nos meios de propagação do evangelho, favorecer a formação bíblico-teológica dos obreiros, mas não podemos prescindir da experiência marcante do Batismo no Espírito Santo, tendo o falar em língua como evidência física. Através dessa experiência, a igreja contemporânea poderá, com o mesmo vigor pentecostal da igreja primitiva, anunciar, com autoridade, que Jesus Cristo é o Senhor.

*Comentário de autoria do Pb. José Roberto A. Barbosa, postado no Subsídio EBD.

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