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Sob orientação do Pastor Martim Alves, o hino 144 será entoado em todos os cultos no Oeste Potiguar até o Centenário

15 março 2011

Hino 144 da Harpa Cristã

Durante a última reunião de obreiros em Mossoró, 5 de março, o pastor Martim Alves da Silva (AD Mossoró), sugeriu que até Junho, mês do Centenário, as Assembleias de Deus da região Oeste potiguar introduzissem os cultos com o hino 144 da Harpa Cristã (CPAD).

Desde o seu surgimento em 1922, a Harpa Cristã é o hinário oficial da nossa igreja, hoje com 640 composições que são entoadas em nossos cultos de oração, evangelístico, doutrinário, santa ceia e etc.

O hino 144 é de autoria do saudoso irmão William S. Pitt, traduzido para o português pelo patriarca assembleiano Pr. Paulo Leivas Macalão, principal responsável pela adaptação e organização do nosso hinário. A canção descreve a salutar relação afetiva vivida entre os crentes e a congregação, característica marcante da Assembleia de Deus da época.

Segundo a sábia orientação do pastor Martim Alves, o hino 144 tornou-se o cântico oficial dos cultos da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Oeste Potiguar, trazendo a tona nossa origem e resgatando a identidade da nossa amada Assembleia.

Numa postagem anterior fizemos a exegese deste emblemático hino, que retrata a essência fundamental da centenária Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil. Eis o texto:

144

1

À Assembléia de Deus, vem comigo,

Unidade, sem fragmentação, era assim na Assembleia de Deus. O crescimento se deu graças à prática bíblica do evangelismo pessoal, cada crente era um ganhador de almas em potencial. Pregava-se nas praças, pelas ruas, mas principalmente com a própria vida, com testemunho cotidiano, com o bom relacionamento interpessoal, demonstrando Cristo em todo o viver.

Ouvir a Palavra de Deus;

A exposição bíblica, tal qual está escrito na Escritura, sem modismos, acréscimo ou subtração, era a mensagem verbalizada pelos eloquentes pregadores assembleianos no santo púlpito da congregação, penetrante como espada afiada nos corações dos ouvintes atentos a “Palavra de Deus”.

E terás a certeza, contigo,

A impactante exposição genuinamente bíblica produzia nos fiéis a inabalável convicção, intrínseca no espírito e no coração

Que Jesus é o caminho dos céus.

Que estavam no Caminho para os céus, pois a mensagem escriturística apontava exclusivamente para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. A pura teologia cristocêntrica, verbalizada de maneira simples, ao alcance de toda a congregação.

 

Coro

Ó vem, vem, vem, vem!

Vem à Assembléia e louvemos

Ao nosso bom Deus Redentor,

Pois maior alegria não temos,

Que fruir Seu imenso amor.

 

2

Vem, irmão, à Assembléia dos Santos,

Incentivo, era a época em que passávamos na casa dos irmãos, para juntos seguirmos à igreja. É a comunhão na sua forma mais comum: de estarmos perto uns dos outros, confraternizando-se na santa Assembléia, comprometidos com a pureza do Evangelho

Sentir o poder do Senhor

E ansiosos por sentir o poder, a dádiva divina concedida aos santos, o Seu maravilhoso Espírito Santo, que inflamava toda a igreja, incendiando os corações consagrados a Cristo. Era o tempo em que o culto era culto, tínhamos profecias, cânticos espirituais, batismos com Espírito Santo [não era preciso contratar um “batizador” ou esperar um congresso], os crentes eram batizados de joelho, orando ao Senhor nos cultos de oração, vigílias e Círculos de Orações, até nos cultos nas ruas tínhamos crentes falando “línguas estranhas” pela primeira vez. Realmente sentíamos o poder do Senhor.

E ali entoar lindos cantos

Cheios da presença do Senhor, os irmãos entoavam as canções celestiais, concedidas aos devotados compositores nas vigílias de oração pelo Espírito Consolador. Letras que transmitiam com integridade a mensagem da Palavra de Deus, quando entoado em companhia do violão, acompanhado das vozes da congregação.

Exultando no Consolador.

Saturava o coração de alegria, a alma flutuava prazerosa na presença do Jesus. Tomados de grande júbilo, entoavam os inspirados hinos de adoração, regozijando-se com a presença do divinal Espírito do Senhor. O cântico se misturava com “glórias à Deus” e “aleluias”, rajadas de “línguas estranhas” se ouvia em toda a igreja.

 

3

Na Assembléia de Deus tu estejas

O sentimento de estar em casa, no convívio familiar era real na vida dos irmãos assembleianos. O pastor era um pai, sua esposa uma mãe, a membresia era familiarizada, o novato era inserido no seio da congregação, acompanhado com cuidado pelos mais experientes. Não havia lugar melhor para se estar do que na amada Assembleia de Deus.

Humilde aos pés do Senhor:

Todos, absolutamente todos na Assembleia são convidados a estar nos “pés do Senhor”, rebaixados de toda ostentação, sem glamour, sem status, sem titulação, sem grandeza alguma, simplesmente humilhados diante do Senhor.

Santidade convém à Igreja,

Brada o Espírito, quem têm ouvidos ouça, ou então não veremos o Senhor.

Prá gozarmos celeste amor.

Condicionalmente, se não houver santidade na Assembleia, não haverá o gozo celestial do amor divino. A ausência de santidade ocasiona a escassez do “amor celestial”, sem este amor na igreja há frieza espiritual e corrupção no meio dela.

4

Nós sentimos a santa presença

Sim, na Assembleia os corações se aquecem com a “santa presença”, Ele é santo, não habita em meio ao pecado.

Do nosso querido Jesus;

A presença de Jesus é o fundamento primário da Assembleia, sem Ele não há razão para estarmos reunidos. Sem Sua presença, não há culto, não há adoração, não há Assembleia de Deus. O renomado pregador internacional, o afamado cantor gospel, as inúmeras “ministrações de poder”, os teatros, as coreografias, os testemunhos de famosos “convertidos”, a presença política, TODOS esses enfados do culto evangélico moderno poderiam FALTAR [e não faria falta] na Assembleia, todavia a “PRESENÇA DO NOSSO QUERIDO JESUS” era GARANTIDA e anelada na santa igreja.

Anulada foi tua sentença:

Apesar dos lindos hinos entoados, do poder presenciado, o culto assembleiano tinha seu ápice na pregação escriturística, que garantia ao pecador que em Cristo, todo o pecado é perdoado; que na cruz Jesus anulou a sentença de morte que estava sobre nós [pecadores]

Deixa as trevas e vem para a luz.

Porém se fazia necessário ao pecador arrependido abandonar a vida pecaminosa [as trevas] e vivenciar uma nova vida em Cristo, na Sua luz. Este é o apelo que se ouvia na Assembleia de Deus: “arrependei-vos e credes no Evangelho”.

 

Jesus é o mesmo, ontem, hoje e eternamente!

2 comentários :

  1. Excelente sugestão. Vou tentar pô-la em prática por aqui! Por que não?

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  2. Pois é, boa idéia do Pr. Martim Alves.

    Um abraço!

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