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Igrejas sem Brilho: Brilho da Igreja Primitiva (1)

10 maio 2011

Li com entusiasmo a obra Igrejas sem Brilho, do saudoso pastor Emílio Conde, publicada pela CPAD, quando resolvi documentar a leitura por meio do método de “fichamento” para garantir a assimilação pessoal e satisfatória do conteúdo estudado. Daí, decidi digitar o primeiro capítulo “fichado” deste maravilhoso livro, permitindo que tenhas o prazer de descobrir a luz de Cristo para sua vida.

Acredito que o texto é propício a todas as igrejas comprometidas com a Palavra de Deus, em especial as Assembleias de Deus, em razão de estarmos no limiar do segundo século do Movimento Pentecostal no Brasil, principiado pelos pioneiros Berg e Gunnar. Portanto, é hora de olharmos para trás e considerarmos o fulgor da luz de Cristo na igreja primitiva que resultou na impactante expansão do Evangelho até os confins da terra, avançando os limites do tempo até os dias atuais.


CAPÍTULO I
Brilho da Igreja Primitiva

Considerando a projeção da Igreja Primitiva, o autor revela os fatores determinantes para o brilho inconfundível dos primórdios do cristianismo. O principal fator era a instrução constante acerca da nova vida em Cristo, do caminho da fé.

Os apóstolos ensinavam os novos convertidos sobre a razão de sua fé. O conhecimento de um era o conhecimento de todos. Sem distinção o alimento espiritual era repartido com toda igreja.

Naquela época, não era admitido na igreja o crente ainda associado com as práticas mundanas, o desligamento com o mundo era exigido para a admissão do novo membro no convívio da igreja. O candidato precisava demonstrar que nascera de novo, que estava morto para o mundo e vivia para Cristo na comunhão do Espírito Santo em uma vida santificada pela obediência a Palavra de Deus. Os rígidos critérios requeridos do candidato a membro da igreja, afugentavam os “aventureiros” que certamente maculariam o brilho da luz de Cristo.

O batismo nas águas era concedido ao crente que havia renunciado o mundo, desejoso em testemunhar da sua nova vida em Cristo Jesus. Na igreja primitiva o significado deste ato era conhecido por todos, pois toda igreja havia experimentado a regeneração pelo sangue de Jesus.

Ser admitido como obreiro naquela época não era fácil, pois a escolha não dependia do homem, mas exclusivamente de Deus. O Espírito Santo era quem escolhia e chamava o obreiro, conferindo provas de Sua eleição à igreja (At 13.1).

“Quando olhamos para o passado e deparamos com esse clarão inextinguível que foi o testemunho da Igreja de Cristo, sentimos desejo de clamar, clamar, clamar até conseguir despertar as igrejas de nossos dias e dizer-lhes que voltem a viver nos passos de Jesus, que voltem a buscar o brilho e o testemunho inconfundível de povo adquirido.”

A esperança da volta iminente de Jesus e o amor fraternal estavam presentes na igreja primitiva quando eles se reunião com muita reverência para a celebração da Ceia do Senhor. Exortar sobre a promessa feita pelos anjos na ocasião da ascensão do Senhor, de que Ele voltaria para levar a Sua igreja, estabelecia um laço de união em todos os corações fortalecido pela esperança do retorno de Cristo.

“Uma igreja cujo alvo tenha uma definição e um motivo tão elevado como é o propósito de honrar a Deus, é uma igreja cujo brilho os inimigos não conseguem apagar, porque o testemunho da fé não se extingue com calúnias ou perseguições”.

Como um organismo vivo a igreja primitiva era o ambiente ideal para o exercício do amor fraternal entre seus membros, na comunhão contínua dos irmãos.

Esta ambiência pacífica e acolhedora atraia as almas cansadas e oprimidas, que encontravam na igreja primitiva a revelação do amor de Deus, expresso na inspiração verbal da exposição da Palavra de Deus, penetrando nas profundezas da alma humana, preenchendo o vazio com a presença divina e conferindo ao oprimido pecador conforto e paz.

No princípio da igreja a cultura humana e suas titulações seculares eram ofuscadas pelo fulgor do brilho da igreja na instrumentalização divina dos pregadores que recebiam as verdades do Espírito Santo e anunciavam aos pecadores a mensagem com espantosa autoridade, atribuindo ao Senhor a autoria da revelação.

“A única luz que brilhava na igreja era a luz do Espírito Santo, porque o combustível que ardia era tão-somente a revelação da graça a orientar todas as vontades”.

Hoje apesar do enorme crescimento evangélico no Brasil, da proliferação de denominações e templos por todo o território nacional, será que conservamos o “reflexo da verdade e da revelação de Deus” como no passado?

O brilho da igreja primitiva demonstrado neste capítulo é uma promessa extensiva as igrejas de todas as épocas; o fulgor da luz de Cristo está ao alcance de todos os cristãos que desejam alcançar os homens perdidos para que aceitem a salvação ofertada por Jesus no Calvário.

“Se as igrejas, hoje, orarem com o mesmo fervor do Pentecostes, a mesma revelação que atraiu as multidões a ouvirem a mensagem do Evangelho, atrairá também os famintos espirituais que vagueiam sem rumo”.

Nós afirmamos crer no mesmo Jesus que os irmãos da igreja primitiva, então temos o dever de acreditar nas mesmas verdades, praticar os mesmos princípios doutrinários e permitir que a mesma luz nos ilumine e nos dê a vida.
       
“O brilho da igreja primitiva pode e deve ser a luz das igrejas atuais”.

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O material desta postagem é resultado do fichamento da obra “IGREJAS SEM BRILHO”, do Pr. Emílio Conde, publicado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus – CPAD.

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