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Igrejas sem Brilho: O que Deus espera da Igreja (2)

16 maio 2011

Introdução
O capítulo dois apresenta a igreja como responsável pela transformação social e histórica do mundo, empregando com diligência todos os esforços para responder a expectativas divinas. Para desempenhar sua missão com eficácia a igreja recebeu por empréstimo o capital celestial: dons e talentos que lhe credenciam para a realização desta grande obra. Todavia, este precioso empreendimento não deve ser feito de qualquer maneira, é necessário haver amor e santidade nos trabalhadores do evangelho, atuando com consciência de que todo o esforço empregado haverá de ser recompensado, assim como a negligência e a murmuração serão veementemente reprovadas.


CAPÍTULO II
O que Deus espera da Igreja

A Igreja de Cristo é o único organismo na terra que tem “diante de si a responsabilidade de um papel relevante a desempenhar na sociedade e na história do mundo”, afirma o autor.

Utilizando os termos da contabilidade, o autor assegura que a Igreja recebeu emprestado um capital incalculável, representado pelos talentos da fé, do testemunho e da graça.

“Esse capital está debitado à conta da igreja local e de seus membros, na base do grau de conhecimento e revelação da verdade que cada um recebeu”.

Prosseguindo com a alegoria contábil, o autor afirma que há um registro celeste de todos os movimentos feitos com o capital emprestado por Deus a sua igreja, monitorando todos os débitos, créditos e também os juros. Este livro de registro será aberto no dia do acerto de contas, quando toda a transação contábil for revelada. Portanto, os talentos emprestados por Deus a sua igreja devem ser desenvolvidos positivamente em prol do Reino de Deus, porque tudo o que fazemos com eles está sendo registrado. No Tribunal de Cristo, quando estivermos diante do Senhor, nos ares, devolveremos os talentos adquiridos por empréstimo, com o respectivo saldo positivo.

“Os favores que Deus concedeu à igreja são de tal ordem, as promessas são tão reais e a proteção tão eficiente, que nem mesmo as portas do Inferno prevalecerão contra ela”.

Cristo não comissionou a igreja para rastejar na negligência, mas para que os seus membros destaca-se como “as montanhas cujos picos se erguem majestosos no conjunto da sinfonia da natureza”, finaliza o inspirado escritor.
“As pequenez dos acidentes que tentam enfeiar e obscurecer o trabalho do Criador”, são alheios aos que estão em elevada posição espiritual, cônscios da responsabilidade que lhes foi atribuída por Cristo na Grande Comissão.

“Na ordem moral e espiritual, Deus espera que a igreja seja um luzeiro de primeira grandeza no contexto da vida. A igreja deve absorver de tal modo a graça revelada, que, ao receber os raios do Sol da Justiça, nela resplandeça toda beleza de um poente matizado de ouro, beijado pelo sol, no ocaso”.

A expectativa divina é que a igreja exale as “fragrâncias vivas do amor e da santidade”, dois elementos fundamentais ao genuíno testemunho cristão. Jesus assegurou que o amor é o cumprimento da Lei e dos Profetas, já a escrita paulina atesta que sem a santidade ninguém verá o Senhor.

A partir deste parágrafo, o texto mergulha especificamente na intimidade da igreja, requerendo da congregação o entusiasmo espiritual em suas atividades evangelizadoras. A oração como força motriz impulsiona os empreendimentos bem-sucedidos da igreja, elevando homens e mulheres à condição de intercessores anônimos, heróis que se consagram pelo êxito dos obreiros, da evangelização, do progresso contínuo da igreja. Sabiamente o autor classifica os intercessores como “exército”, responsável por manter “acesa a chama da fé”.

“Se faltar à igreja esse exército de intercessores, os inimigos prevalecerão e imporão derrotas”.

A oração é um ministério exercido em secreto por homens e mulheres para sustentação da igreja contra os seus inimigos. Enquanto o exército ora em secreto, Deus faz proezas à vista de todos.

Esta é a expectativa de Deus para igreja, todavia, não haja murmuração, holofotes, aplausos, ou a necessidade de uma perseguição; mas que o espírito voluntário prevaleça nos corações daqueles que buscam ao Senhor.

“Deus espera que a igreja cumpra suas finalidades dentro do espírito voluntário de amor: não deve ser como a pedra, que para dar uma lasca, para ser útil, tem de ser martelada, pois só assim se obtém dela algo de útil”.

Deus não espera outra coisa da igreja, se não que nela haja o fulgor do brilho de Cristo que alumia o mundo. Como um favo de mel posto num prato, sem esforço, deixe escorrer o “precioso mel para alegrar o coração e dar prazer ao paladar”.

Qual a situação das igrejas ou dos cristãos de nossos dias? Como responderemos diante da expectativa de Deus? Pergunta o autor.

“Se há responsabilidade, há também uma resposta. – Que responderemos?”

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O material desta postagem é resultado do fichamento da obra “IGREJAS SEM BRILHO”, do Pr. Emílio Conde, publicado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus – CPAD.

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