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Igrejas sem Brilho: Assim será o seu brilho (3)

23 junho 2011

IGREJAS_SEM_BRILHOIntrodução:

O autor discorre sobre alguns pontos essências para o governo eclesiástico baseado no modelo da igreja primitiva, que tinha no seu âmago a percepção de transmitir com integridade a mensagem escriturística focada em Cristo Jesus - o Salvador. O texto reserva ao Espírito Santo, e não ao homem, o papel primordial na atuação das virtudes divinas na igreja, pois o governo espiritual do povo cabe a Deus e não ao homem, porém o Senhor dispensa ao líder a autoridade fundamentada nos pilares da humildade e do amor, divergindo do falso poder humano, que transgride a lei de Deus e extingue a autoridade do Espírito Santo na igreja.

 

CAPÍTULO III

Assim será o seu brilho

A doutrina ensinada na igreja determina seu poder ou fraqueza, tanto na relação externa como no convívio interno dos seus membros.

A igreja meramente organizada fundamenta-se em programas e planejamentos estratégicos que visam o crescimento quantitativo e financeiro da organização é certamente uma igreja fragilizada aos olhos de Deus. Essas ferramentas gerenciais apenas dão brilho superficial, destinam-se para a resolução de seus próprios problemas, esquecendo-se de enumerar como primazia o plano divino para salvação dos pecadores. Essas igrejas falam mais de si mesmas do que de Cristo.

Quando acontece a igreja ou os seus membros enveredarem pelo caminho da "apologia própria", é mau sinal: esse esta­do significa perigo imediato e determina a extinção da pouca luz que ainda resta.

É a pregação poderosa do Evangelho que soluciona todas as dificuldades existentes no cotidiano da vida eclesiástica, mas também determina o florescimento da igreja, por que a transmissão da mensagem genuinamente bíblica resolve o problema primário: a salvação dos pecadores.

A Escritura do Novo Testamento, em especial o Livro de Atos, reprova a intromissão do “homem” onde só a graça de Deus deve operar. A doutrina bíblica credencia o Espírito Santo como agente primordial da expansão da luz de Cristo na igreja. Cristianismo e religião não são sinônimos; a ausência do poder, da inspiração, da dependência divina, dos milagres e da submissão total ao Senhor é simplesmente religião, não é cristianismo.

A igreja que possui a Bíblia e não des­cobre os recursos espirituais que Deus põe à sua disposição: os mesmos recursos e os mesmos dons sobrenaturais que ilumina­ram a vida dos santos primitivos, não cumprirá sua missão de ser luz entre os gentios.

Os modismos atuais e experiências estranhas a doutrina apostólica tornam-se graves empecilhos em nossos dias para a revelação do brilho que engrandeceu a igreja primitiva.

A lei natural é esta: Se fizermos tudo segundo o modelo, a glória de Deus enche­rá o templo e a luz de Cristo será o brilho da igreja. Esta será a sua própria luz.

Mandar e governar é a doença da igreja atual, por que todos querem possuir poder/autoridade, mas a necessidade mais importante é possuir o poder de Deus. “A autoridade humana expulsa a autoridade ao poder de Deus e extingue a luz espiritual”, por que “quando maior for o domínio humano na igreja, tanto menor será a autoridade de Deus”, isto é, o poder do Espírito Santo extingui-se da igreja quando o homem assume a primazia, ocupando o lugar restrito da divindade, enfraquecendo consequentemente a igreja.

No ensino de Cristo à Grande Comissão, Jesus não lhes deu autoridade, mas revestiu os discípulos de poder para anunciar as Boas-Novas. Os pregadores apostólicos eram inspirados pelo Espírito Santo para anunciarem as virtudes de Cristo, “sem preocupação de quererem acorrentar o rebanho do Senhor a leis e mandamentos humanos”.

A igreja que se preocupar mais com o poder de Deus do que com a tentação da "autoridade", conseguirá ser respeitada, e Deus mesmo a honrará com a verdadeira autoridade da ordem espiritual.

“A autoridade que a igreja necessita para resplandecer, não é a autoridade decorrente de resoluções humanas, mas a que se recebe ao aceitar o jugo de Jesus”. Na ausência do poder de Deus, as virtudes da graça desaparecem.

A autoridade que Deus dá aos seus servos, homens espirituais e com vidas santificadas, é a única que edifica a igreja, por que se baseia na humildade e no amor; a autoridade proveniente da graça divina, não forma homens autoritários, que reinvidicam o reconhecimento do poder a todo custo, por meios de decretos e leis puramente carnais.

O poder de Deus em ação na igreja é a garantia de vida espiritual: é uma fonte perene de salvação, é a certeza de conser­var a luz do Evangelho resplandecendo.

A igreja é o corpo de Cristo e os crentes os membros, porém Jesus não nos deixou no mundo para que reinássemos, mas para que servíssemos. Não recebemos o cetro para empunharmos com ostentação, mas a lâmpada do Evangelho para que pudéssemos brilhar para o Senhor, por que se não for assim nossa “vida não terá luz, nem autoridade, nem poder”. Servir e brilhar devem ser as prerrogativas do povo de Deus, se “faltarem esses elementos essenciais, ficará apenas o elemento humano, frio e inoperante, apesar de muito bem organizado”.

Da atitude que a igreja e seus membros tomarem, exibindo "autoridade" ou mos­trando amor; sufocando a graça ou trans­bordando em louvor; dessa atitude nascerá o brilho, ou despontará o fracasso. Assim como a igreja viver, assim será o seu brilho.

 

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O material desta postagem é resultado do fichamento da obra “IGREJAS SEM BRILHO”, do Pr. Emílio Conde, publicado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus – CPAD.

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