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EBD – Lição 06: A eficácia do testemunho cristão

03 agosto 2011

LIÇÃO CPAD

Pb. José Roberto A. Barbosa
http://www.subsidioebd.blogspot.com/
Twitter: @subsidioEBD

INTRODUÇÃO
O mundo jaz no Maligno, por isso, resta a igreja a tarefa de testemunhar, em tal contexto, do evangelho de Cristo. Na aula de hoje atentaremos para a importância do testemunho cristão eficaz. A principio, ressaltaremos o caráter da igreja nesse particular, já que foi enviada por Jesus para tal. Em seguida, meditaremos sobre a igreja, enquanto sal da terra e luz do mundo, salgando e iluminado o mundo. Ao final, destacaremos que o amor é fundamento para o testemunho cristão eficaz.

1. TESTEMUNHAR, UMA TAREFA DA IGREJA
O verbo testemunhar, no grego, é martyreo que significa “confirmar, testificar de algo a partir da experiência”. Testemunho (martyria em grego) denota o ato de testificar ou do próprio conteúdo a partir de uma convicção (Jo. 3.11, 32; 5.31; I Jo. 5.9,10; II Jo. 12; Ap. 1.2). No Novo Testamento, o testemunho está relacionado a Deus e a Jesus (Mc. 13.9), no tocante à igreja, essa não pode se envergonhar de testemunhar de nosso Senhor (Mt. 24.14; At. 4.33; I Co. 1.6; 2.1; II Tm. 1.8). Isso porque Jesus é “o testemunho” (I Tm. 2.6), Ele é a Verdade (Jo. 14.6), o Único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5), e em nenhum outro há salvação (At. 4.12), o próprio Pai confirma que o testemunho de Cristo é verdadeiro (Jo. 8.12-18). Assim como Jesus foi enviado do Pai para dar testemunho, Ele também envia a Sua igreja, a fim de que essa dê testemunho dEle (Jo. 20.21). Mas antes que os primeiros discípulos iniciassem o testemunho a Seu respeito, fazia-se necessário que esses permanecessem em Jerusalém, até que fossem revestidos do poder do alto (Lc. 24.49). Jesus lhes prometeu que eles receberiam poder, ao descer a virtude do Espírito Santo, a fim de que fossem testemunhas, em Jerusalém, Judéia e Samaria, e até os confins da terra (At. 1.8). Essa é a tarefa de Igreja, testemunhar da morte e ressurreição de Cristo, proclamando a realidade do pecado, conclamando as pessoas ao arrependimento (Lc. 24.47), a fim de que sejam retirados das trevas para a Sua maravilhosa luz (I Pe. 2.9). A obra missionária é tarefa exclusiva da igreja, essa não pode ficar circunscrita às quatro paredes, mas deve obedecer ao Senhor, fazendo discípulos em todas as nações (Mt. 28.19,20), levando o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado (Mc. 16.15).
 
2. A IGREJA, SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
No contexto do Sermão do Monte, ou mais especificamente, do Reino de Deus, Jesus declara aos seus discípulos: “vós sois o sal da terra” (v. 13) e mais adiante “vós sois a luz do mundo” (v. 14). Como sal da terra, a igreja tem a missão de preservá-la da corrupção, isso acontece por meio do contato, não fomos chamados para vivermos longe da sociedade, mas para estar inserido nela, sem, no entanto, se deixar contaminar pelos seus valores invertidos (Jo. 17.15-17). A igreja deve ser sal, quando isso não acontece, ela se torna insípida, sem sabor, perde sua relevância. Ainda que o mundo não saiba, somente a Igreja pode temperá-la, através da Palavra de Deus, a Verdade (Cl. 4.6). Em Mc. 9.50 fica evidenciado que é a paz entre os crentes que restaura o sabor do sal que se tornou insípido. O sal que perde o seu sabor para nada presta senão para ser lançado fora e pisado pelos homens, transformado em asfalto. Muitas igrejas estão perdendo o sabor, ao invés de influenciarem o mundo, são totalmente influenciadas por ele. Essas igrejas não conseguem mais fazer a diferença entre o sagrado e o profano. Tais igrejas se envolveram tanto em politicagem que perderam a natureza profética; fizeram tantas concessões morais que não sabem mais o que é pecado; estão tão centradas no material que perderam a esperança no futuro. A Igreja também deva ser luz do mundo, mas somente poderá fazê-lo se refletir a Luz, que é o próprio Cristo (Jo. 8.12; 9.5). A Igreja deva agir em conformidade com os padrões do Senhor, a fim de que, conforme aponta Paulo, seja irrepreensível e sincera, no meio de uma geração corrompida e perversa, e resplandecer como luzeiro no mundo (Fp. 2.15). Jesus deu testemunho de João Batista, declarando que ele era uma lâmpada que ardia e iluminava (Jo. 5.35). Do mesmo modo, cada discípulo deve ser luz, por onde quer que ande, uma luz para que as pessoas vejam, em nós, o resplendor da glória de Cristo. O discípulo não pode ficar em baixo de um balde (alqueire), que era usado para medir alimentos, mas no velador, uma espécie de suporte para sustentar a lâmpada. Com essa afirmação o Senhor destaca a importância de ocupar os lugares adequados para dar testemunho. Quando o discípulo de Cristo ocupa os lugares apropriados para dar testemunho diante dos homens, e esses vêem as suas boas obras, glorificam ao Pai que está nos céus (v. 16).

3. A EFICÁCIA DO TESTEMUNHO CRISTÃO
Para dar testemunho eficaz, o cristão não pode se conformar com esse mundo, antes experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm. 12.1). O inconformismo é um das características principais dos verdadeiros discípulos do Senhor. Eles não se enquadram dentro dos paradigmas estabelecidos pela sociedade anticristã. O cristão sabe que foi chamado para ser santo, pois o Senhor diz repetidamente “Sede santos porque eu sou santo” (Lv. 11.45; I Pe. 1.15-16). Essa santidade nada tem a ver com uma fuga da realidade, ou mesmo da sociedade, mas de uma transformação, que começa pela mente, pelo modo de ver o mundo (Rm. 12.2). Dentre os modelos mundanos com os quais não podemos nos conformar destacamos: 1) pluralismo – a antiga declaração de que todos os caminhos levam a Roma não se coaduna com os princípios cristãos, pois declaramos, veementemente, que somente Jesus é o Caminho para o Pai, Ele é, portanto, singular, não é apenas um grande, mas o Único (I Tm. 2.5); 2) materialismo – esse não apenas nega a realidade espiritual, mas o próprio Deus, pois Deus é Espírito (Jo. 4.24). Não que a matéria seja ruim, muito pelo contrário, pois o próprio Deus se fez carne, mas não podemos pautar nossas vidas no materialismo, mas na simplicidade, generosidade e contentamento (Fp. 4.11; I Tm. 6.6); 3) relativismo – a ética moderna tende a negar os absolutos da verdade cristã, negando até mesmo a possibilidade da verdade (Is. 5.20), mas o cristão sabe que a vontade de Deus é soberana, mas que isso, é boa, perfeita e agradável, por isso, a obedece por amor (Lc. 6.46; Jo. 14.21); e o 4) narcisismo – o homem facilmente centra-se no “eu”, um dos sinais dos últimos tempos é que as pessoas se tornariam “amantes de si mesmas” (II Tm. 3.2), em resposta ao egocentrismo moderno, o cristão ama, não apenas em palavras, mas em ação, cujo expoente é Deus (Jo. 3.16; Rm. 5.8; I Jo 3.16).

CONCLUSÃO
O amor é o maior testemunho do cristão, nenhum testemunho é eficaz, a menos que seja feito em amor. Sem amor, diz Paulo aos coríntios, nada faz sentido (I Co. 13), a matemática de Deus é diferente, pois 1 + 1 + 1 +1 – 1 é igual a 0. Alguém pode até falar línguas, profetizar, conhecer mistérios, toda a ciência, mas se não tiver amor, de nada adianta. Jesus disse que seríamos conhecidos pelos frutos (Mt. 7.16), e um dos aspectos do fruto do Espírito é o amor (Gl. 5.22), por isso, como disse certo pensador cristão: “testemunhe, se preciso for use as palavras”.

BIBLIOGRAFIA
CHARLES, C., PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
LADD, G. E. O evangelho do Reino. São Paulo: Shedd Publicações, 2008.

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