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Evangélicos são proibidos de orar e pregar em hospital público em Pernambuco

15 janeiro 2012

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

O incômodo causado pelo som alto das pregações evangélicas durante a visita a pacientes levou o Hospital Regional do Agreste (HRA), em Caruaru (130 km do Recife), a proibir a partir desse mês que religiosos realizem pregações ou orações em grupo nas enfermarias e corredores da unidade.

Segundo a direção do hospital público, referência no atendimento no agreste de Pernambuco, a determinação atende às reclamações de pacientes e visitantes, que estariam incomodados com as constantes pregações feitas em voz alta durante as visitas nas enfermarias.

Em nota pública, o diretor do HRA, José Bezerra, disse que respeita todas as religiões, mas explicou que as pessoas que quiserem realizar orações terão de utilizar a capela ecumênica da unidade, que estará aberta a todos os visitantes e pacientes que desejarem orar.

“Sabemos que existem pacientes que necessitam de um apoio, de uma palavra de conforto, e encontram tudo isso na religião. No entanto, nem todos os religiosos que fazem as visitas têm essa intenção. Muitos, além de visitar o seu paciente, acabam chamando atenção dos outros - muitas vezes a contragosto, porque não são da mesma religião, para que escutem o que eles têm a dizer”, diz o comunicado do diretor.

Segundo Bezerra, para que “fatos dessa natureza não voltem acontecer”, a direção decidiu liberar a entrada dos religiosos “apenas para visitas.” “Caso eles desejem realizar algum tipo de pregação ou oração em conjunto, podem se dirigir para a capela ecumênica do hospital, que está aberta para receber integrantes de qualquer religião.”


Limites éticos

A decisão do HRA foi elogiada pelo presidente da Associação Interreligiosa do Agreste, padre Everaldo Fernandes. “É uma boa oportunidade de fazermos uma releitura sobre essa pregação. Não vejo como intolerância religiosa, mas como uma forma de impor nossos limites, que me parece correto. O hospital deixa claro que quer a contribuição da religião, mas não pode dar espaço ao constrangimento”, afirmou.

Segundo o padre, a forma de pregação adotada por alguns religiosos já vem sendo discutido pelo grupo há algum tempo. “A religião, assim como a medicina, a advocacia ou qualquer outra crença, tem seus limites éticos. E nós precisamos pensar sobre as nossas práticas, que devem ser éticas, respeitando a todos.”

Para o pastor Arnóbio Silva, da Igreja Evangélica Congregacional Vale da Bênção, a decisão é equivocada. “Sou contra. Temos liberdade religiosa no país, e as visitas aos pacientes termina com uma oração. Se havia excessos, caberia orientar as pessoas que fazem a oração, em vez de as proibir”, disse.

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Fonte: UOL

2 comentários :

  1. A Paz do Senhor!

    Concordo com a decisão do Hospital, entendo que por causa (talvez) de uma minoria, todos estão pagando. Porem nós cristãos principalmente pentecostais, temos que aprender que local publico não é o templo (a congregação), para tanto um a visita em hospital, culto em presidios, enfim qualquer lugar publico em que nos for franqueada a oportunidade temos que fazer tudo com descencia e ordem. Principalmente em hospitais onde o paciente precisa sim de uma palavra de apoio, uma oração porem não esqueçamos que ele esta ali porque precisa de cuidados médicos, sendo assim temos que agir da foram mais discreta possivel. Oremos para que em uma proxima oportunidade em que o hospital em questão voltar a permissão, as pessoas que agiam erradamente revejam seus conceitos, aprendendo com Ap. Paulo (descencia e ordem)
    Abç
    Paulo
    AD Belem - São Paulo

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    1. a paz do Senhor Ir Paulo,
      Concordo plenamente, devemos ter muito cuidado e respeito quanto a evangelização em locais publicos (hospistais, presidios,até mesmo em praça publica muitos irmão se comportam como estivesse na igreja. Então vamos orar para que Deus der muita sabedoria aos irmão.

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