UBE

Lição 12: A Consagração dos Sacerdotes

21 março 2014

LBM 1trim 2014

Prof. Ev. José Roberto A. Barbosa
www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @subsidioEBD


INTRODUÇÃO
Na aula anterior estudamos a respeito da escolha dos filhos de Arão para ministrarem no tabernáculo, como sacerdotes. Nesta aula nos voltaremos para a consagração dos sacerdotes, destacando os procedimentos rituais pelos quais esses passavam durante esse processo. Em seguida, mostraremos como acontecia a ministração por parte dos sacerdotes na tenda do Senhor. Ao final, ressaltaremos que Cristo, o Sumo-Sacerdote, é Aquele que ofereceu sacrifício perfeito pelos nossos pecados.

1. A CONSAGRAÇÃO SACERDOTAL
Os sacerdotes deveriam participar do culto público no qual passariam por um processo de consagração. Durante essa celebração eles deveriam ser lavados (Ex. 29.4; Lv. 8.6), e para esse fim Moisés conduziu Arão e seus filhos à porta do tabernáculo. O ato de lavar representava a purificação dos sacerdotes para o ofício. Eles deveriam lavar as mãos e os pés na bacia, demonstrando, assim, que estavam sendo purificados diante do Senhor. Os cristãos do Novo Pacto passaram por esse processo de purificação ao aceitarem a Cristo como Salvador (I Co. 6.9-11). Dando continuidade ao ritual, os sacerdotes eram vestidos com a indumentária especificada em Ex. 28, não podemos deixar de ressaltar que essa vestimenta destacava a dignidade do ministério (Ex. 29.5-9). Como cristãos, devemos deixar de lado as vestes imundas, e nos revestirmos dos trajes da graça em Cristo (Ef. 4.17-32; Cl. 3.1-15). Depois os sacerdotes eram ungidos com um óleo especial (Ex. 29.7,21; 30.22,23). O óleo no Antigo Testamento é símbolo do Espírito Santo para ter poder e servir (Is. 61.1-3). O ministério de Cristo foi conduzido pelo poder do Espírito Santo (Lc. 4.17-19). A igreja também deve buscar o poder de Deus para testemunhar com eficácia a respeito da morte e ressurreição de Cristo (At. 1.8). Os crentes, individualmente, precisam ser cheio do Espírito Santo (Ef. 5.18). Como parte do procedimento, o pecado dos sacerdotes era perdoado, isso porque um touro era imolado para sacrifício, o que era repetido ao longo da semana (Ex. 29.10-14). Aqueles que ministram diante de Deus, e para o povo, precisam antes passaram pelo novo nascimento, da água e do Espírito (Jo. 3.3). Os sacerdotes eram, em seguida, consagrados a Deus, para dependerem integralmente do ministério (Ex. 29.15-18). Como cristãos, precisamos também nos entregar incondicionalmente à vontade de Deus, em culto santo e agradável (Rm. 12.1,2; I Tm. 4.15). Posteriormente os sacerdotes eram marcados pelo sangue, que apontava para uma vida de sacrifício, a serviço do Senhor (Ex. 29.22-28). É uma pena que alguns que ministram na casa de Deus querem apenas satisfazer seus interesses (I Sm. 2.17-17).

2. A MINISTRAÇÃO SACERDOTAL
Os sacerdotes tinham a responsabilidade de ministrarem diante do Senhor, para tanto durante a semana teriam que ficar dentro dos limites do tabernáculo (Lv. 9.33-36). Esse era um processo de concentração, isto é, de preparação para a ministração no culto. Os pastores precisam atentar para a preparação na ministração da palavra. Há obreiros que dependem apenas de seus esboços, alguns deles extraídos da internet, ou de esboços de livros. Não há mais consagração na vida de alguns pastores antes da ministração, de modo que seus ouvintes percebem que estão tão somente repassando informações. Falta vida em muitos sermões nas igrejas, simplesmente porque os pastores deixaram de orar, de se consagrarem para o ministério. A burocracia eclesiástica, pautada pelo ativismo, está minando a espiritualidade de muitos obreiros. Na Antiga Aliança o sacerdote começava o dia sacrificando um cordeiro como holocausto, significando consagração total a Deus. Ao final do dia ele apresentava outro cordeiro em sacrifício pelo povo. Como os sacerdotes, precisamos começar o dia, e termina-lo, em consagração ao Senhor. Cada cristão deve viver, integralmente, 24 horas por dia, 31 dias por mês, 366 dias do ano para o Senhor. O culto no templo é importante, mas a vida cristã é uma questão de estilo, que se concretiza em todo tempo e nos vários lugares. É importante também separarmos momentos silenciosos para estar na presença do Senhor (Mt. 6.7-15). O sacerdote também oferecia sacrifícios de manjares, colocando uma porção simbólica de farinha no altar e usavam o restante para suas refeições. A farinha, bem como o vinho, representavam o fruto do trabalho do povo, e a providência divina para alimentá-lo (Dt. 6.6-18). Devemos aprender a ser gratos ao Senhor pelo pão nosso de cada dia, por sua graça maravilhosa, que tem nos suprido com o sustento necessário (I Co. 10.31).

3. O SACERDÓCIO DE CRISTO
Cristo é o nosso Sumo-sacerdote, que penetrou os céus, e que se identifica com nossas fraquezas (Hb. 4.14-16). A função do sacerdote era interceder e oferecer sacrifícios pelo povo. Ele poderia entrar no Santo dos santos, com o sangue do cordeiro, uma vez ao ano, para purificação do pecado povo (Hb. 9.22). Jesus, o Sumo Sacerdote, “penetrou os céus” e onde se encontra continuamente para interceder pelos pecadores arrependidos (I Jo. 2.10). Ele não era da tribo de Levi, por isso sua ordem é a de Melquisedque, “sem pai, sem mãe, sem genealogia”, portanto, superior, eterno e imutável (Gn. 14.18; Hb. 7.3). Por esse motivo “pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb. 7.25). Jesus entrou no lugar santo não com sangue de cordeiros e bodes, mas com Seu próprio sangue, “uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hb. 9.11-15). O sacerdócio de Cristo é perfeito, por isso os sacrifícios não precisam mais ser repetidos, foi único, perfeito e perpétuo (Hb. 7.25-28). Assim, se andarmos na luz, como Ele está na luz, “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I Jo. 1.7). Essa doutrina nos inspira, portanto, a um viver santo, em novidade de vida, a fim de agradar a Deus, não para sermos salvos, mas porque Ele nos salvou (Ef. 2.8-10). Essa é também uma mensagem de esperança, pois podemos guardar “firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Hb. 10.23). É importante destacar que temos, em Cristo, um Sumo Sacerdote que se identifica conosco, que conhece nossas limitações (Hb. 4.15; 5.1,2). Por isso podemos nos achegar, confiadamente, junto ao trono da graça, não por méritos próprios, mas pela graça manifestada em Cristo, na cruz do calvário (Hb. 4.16), temos intrepidez para entrar nos Santos dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou (Hb. 10.19,20).

CONCLUSÃO
Os sacerdotes da Antiga Aliança eram consagrados ao serviço do Senhor. Para isso, passavam por um ritual, por meio do qual eram reconhecidos, publicamente como ministros separados para o serviço. Como líderes no ministério, devemos consagrar nossas vidas diante de Deus, em sacrifício vivo, santo e agradável. Cristo é o nosso exemplo, pois carregou sobre Si o sofrimento pelos nossos pecados, sendo Ele também a propiciação pelas transgressões. Por causa da perfeição do Seu sacrifício, e Sacerdócio, podemos nos aproximar com confiança de Deus, chamando-O de Aba, Pai (Mt. 6.9,10; Gl. 4.4-6). 

BIBLIOGRAFIA
MOTYER, J. A. The message of Exodus. Leiscester/Downers Grove, IVP, 2005
WEIRSBE, W.W. Exodus: be delivered. Colorado Springs: David Cook, 2010.

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