UBE

DO LAZER AO FAZER

23 março 2010

 

Encontrei em meio a “blogosfera” o espaço editorial do Pr. Geziel Gomes, que traz um post reflexivo para todos que FAZEM a obra de Deus.

Eis o texto na íntegra:

Algumas décadas atrás, tive a oportunidade de ler um livro escrito por Billy Graham, que versava sobre os sete pecados mortais da sociedade moderna.

Um dos pecados ali descritos é o entretenimento, também conhecido por lazer.

Lembrei-me desse livro há mais ou menos duas semanas e o menciono aqui, como referência positiva para o tipo de vida que milhões experimentam, hoje em dia.

A sociedade hodierna tem deixado o continente do fazer, em busca de alguma ilha de fantasia e, na verdade, antes de a atingir, está mergulhando no oceano do lazer.

É quase inimaginável o que se verifica atualmente.

As pessoas estão perdendo o gosto pelo trabalho, o prazer pela atividade, a satisfação pelo fazer.

Isto ocorre em praticamente todas as áreas e dimensões da vida.

Reportando-me mais especificamente ao Brasil, começo por lembrar que nossa querida Pátria está se tornando mundialmente conhecida como o país dos feriados, ou seja, a nação do lazer, que também podemos apelidar de o território do não-fazer.

Já circulam boatos no sentido de que uma senhora, provavelmente candidata ao mais alto posto do Governo terá como um dos ítens de sua plataforma eleitoral a redução da jornada de trabalho, ou seja, a reciclagem da indústria do lazer.

Alguns anos atrás o carnaval era uma festa (sic) de dois dias, mais precisamente domingo e terça-feira.

Mais tarde, a segunda-feira foi incluida. Depois, o sábado foi acrescentado.

Atualmente, o período vai de sexta a quarta, com direito a uma reprise dos campeões uma semana depois.

O imenso público fica em silêncio, pois está ansioso por aproveitar tantos para nada fazer.

Quando não se tem nada para fazer, começa-se a fazer precisamente aquilo que jamais deveria ser feito.

A Igreja entrou no embalo e os guerreiros de Cristo parecem muitas vezes os inativos de ninguém.

Muitos da nova geração jamais viram a presença da Igreja nos logradouros públicos, como antes. Nas salas dos hospitais, como no passado. Por toda parte, como na época da Igreja Primitiva.

Uma safra de pregadores sem currículo, de mensageiros sem passado, de "profetas" que jamais estiveram no deserto está anestesiando a Igreja no que diz respeito ao IDE, ao trabalho, á luta sem trégua, ao FAZER.

Nesta época de google, de facebook, de tv digital, de sofisticados videogames, de parques temáticos quase monstruosos, de twitter, de sonico, de bares com wi-fi, etc, está faltando disposição para fazer a Obra de Deus.

Estamos em uma notável encruzilhada.

A grande estratégia do Adversário está em funcionamento a todo vapor: induzir o Povo de Deus a nada fazer ou a ocupar-se do indevido, do inútil e do prejudicial.

Nunca mais se ouviu falar de um derramamento do Espírito Santo em reuniões convencionais, porque as prioridades agora são outras.

Por toda parte encontro homens de Deus decepcionados com o que assistem nos grandes plenários.

Os métodos humanos foram transportados para essas reuniões e a beleza da glória de Cristo já não é mais um ítem da agenda.

Os novos convertidos estão deixando de ser discipulados porque os discipuladores não querem fazer. Preferem o lazer.

Nalgumas comunidades já não há mais batismos em águas, porque isto depende basicamente do que a Igreja faz.

Que beleza o primeiro versículo do Evangelho de Lucas: FIZ o primeiro...

A pergunta de Deus a Caim continua ecoando por todo o planeta: QUE FIZESTE?

A pergunta de Deus a Elias soa perto de cada um de nós: QUE FAZES AQUI...

Somente existe um caminho, uma opção.

Essa opção é a decisão irreversível de perguntarmos ao Senhor Jesus o que a multidão do Dia de Pentecoste perguntou ao apostolo Pedro: QUE FAREMOS?
Decididamente não é hora de lazer. É HORA DE FAZER.

Fonte: Blog do Pr. Geziel Gomes 

http://prgeziel.blogspot.com/2010/02/do-lazer-ao-fazer.html

Um comentário :

  1. JOSIMARIO RICHARLLI DE MENDONÇA26 de março de 2010 14:25

    O martírio de Policarpo
    O dia estava quente. As autoridades de Esmirna procuravam Policarpo, o respeitado bispo da cidade. Elas já haviam levado outros cristãos à morte na arena. Agora, uma multidão exigia a morte do líder.
    Policarpo saíra da cidade e se escondera na propriedade de alguns amigos, no interior. Quando os soldados entraram, ele fugiu para outra propriedade. Embora o idoso bispo não tivesse medo da morte e quisesse permanecer na cidade, seus amigos insistiram em que se escondesse, talvez com temor de que sua morte pudesse desmoralizar a igreja. Se esse era o caso, estavam completamente equivocados.
    Quando os soldados alcançaram a primeira fazenda, torturaram um menino escravo para que revelasse o paradeiro de Policarpo. Assim, apressaram-se, bem armados, para prender o bispo. Embora tivesse tempo para escapar, Policarpo se recusou a agir assim. "Que a vontade de Deus seja feita", decidiu. Em vez de fugir, deu as boas-vindas aos seus captores, ofereceu-lhes comida e pediu permissão para passar um momento sozinho em oração. Policarpo orou durante duas horas.
    Alguns dos que ali estavam com a finalidade de prendê-lo pareciam arrependidos por prender um homem tão simpático. No caminho de volta a Esmirna, o chefe da guarda tentou argumentar com Policarpo: "Que problema há em dizer 'César é senhor' e acender incenso?".
    Policarpo calmamente disse que não faria isso.
    As autoridades romanas desenvolveram a idéia de que o espírito (ou o "gênio") do imperador (César) era divino. A maioria dos romanos, por causa de seu panteão, não tinha problema em prestar culto ao imperador, pois entendia a situação como questão de lealdade nacional. Porém, os cristãos sabiam que isso era idolatria.
    Pelo fato de os cristãos se recusarem a adorar o imperador ou os outros deuses de Roma e adorar Cristo de maneira silenciosa e secreta em seus lares, a maioria das pessoas achava que eles não tinham fé. "Fora com os ateus!", gritavam os habitantes de Esmirna, enquanto buscavam os cristãos para prendê-los. Como sabiam apenas que os cristãos não participavam dos muitos festivais pagaos e não ofereciam os sacrifícios comuns, a multidão atacava o grupo considerado ímpio e sem pátria.
    Então, Policarpo entrou em uma arena cheia de pessoas enfurecidas. O procónsul romano parecia respeitar a idade do bispo. Como Pilatos, queria evitar uma cena horrível, se fosse possível. Se Policarpo apenas oferecesse um sacrifício, todos poderiam ir para casa.
    — Respeito sua idade, velho homem — implorou o procónsul.
    — Jure pela felicidade de César. Mude de idéia. Diga "Fora com os ateus!".
    O procónsul obviamente queria que Policarpo salvasse a vida ao separar-se daqueles "ateus", os cristãos. Ele, porém, simplesmente olhou para a multidão zombadora, levantou a mão na direção deles e disse:
    — Fora com os ateus!
    O procónsul tentou outra vez:
    — Faça o juramento e eu o libertarei. Amaldiçoe Cristo!
    O bispo se manteve firme.
    — Por 86 anos servi a Cristo, e ele nunca me fez qualquer mal. Como poderia blasfemar contra meu Rei, que me salvou?
    A tradição diz que Policarpo estudou com o apóstolo João. Se isso foi realmente verdade, ele era, provavelmente, o último elo vivo com a igreja apostólica.

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