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AI DE VÓS… AI DE NÓS!

04 junho 2010

temor Mas ai de vós, OS RICOS! [...]

Ai de vós, os que ESTAIS AGORA FARTOS! [...]

Ai de vós, os que AGORA RIDES! [...]

Ai de vós, quando TODOS VOS LOUVAREM! [...]

Assim falou Jesus no Evangelho segundo Lucas 6.24-26.

Definindo, o termo “ai”, é utilizado com a finalidade de expressar dor física ou sentimental.

Esta definição demonstra com perfeição a intenção da expressão utilizada por Jesus aos que o ouviam: despertar o coração e a mente com estas declarações de aflição e juízo futuro.

A série de “ais” revela a intenção divina de punir severamente os RICOS, os FARTOS, os que RIEM e os que são LOUVADOS; estes vivem para o presente século, deliciando-se nos prazeres mundano e temporal.

O juízo cairá sobre:

a) OS RICOS – são aqueles que empreendem toda a sua vida, tempo e esforço na busca de dinheiro, bens materiais, poder e grandeza. Seu coração está plenamente ‘satisfeito’ com esta vida.

b) OS QUE ESTAIS FARTOS – são aqueles que têm tudo o que o mundo oferece, de nada tem falta (nem de Deus). O seu deus é o ventre, os prazeres e deleites deste século.

c) OS QUE AGORA RIDES – são aqueles que a semelhança dos ricos e fartos desprezam ao SENHOR, voltando-se para si mesmos e o mundo que os cercam. Riem, pois são senhores de si mesmo, não se submetem a autoridade e dependência divina.

d) OS QUE SÃO LOUVADOS POR TODOS – são aqueles elogiados por todos, semelhantemente ao falso profeta do AT. São interesseiros, amantes de si mesmo, buscam os primeiros lugares, a fama e o glamour. A popularidade em primeiro lugar. Pregam e falam o que todos querem ouvir; fazem de tudo para conquistar a multidão. Abandonaram a verdade do Evangelho e se voltaram à mentira.

 

Esboçando este pensamento, pasmo diante da realidade dos fatos que assola a igreja evangélica no Brasil (pra não falar no ‘mundo’): riqueza, fartura, risos e louvores são práticas comuns entre os pseudos ‘homens de Deus’, mega pastores que dominam a massa de fiéis, manipulando a boa fé em benefício próprio.

Não quero olhar pela janela e ver a igreja do lado, olho pra dentro de casa – a nossa Assembleia de Deus – que há muito deixou de ser o que se pretendia no primórdio de sua fundação, quando genuínos servos do Senhor deixaram tudo (pátria, família, interesse pessoal), para alcançar o propósito divino para Sua obra no Brasil.

Há, é verdade, homens sinceros que não abriram mão do cajado, no púlpito são verdadeiras atalaias, ‘bocas’ de Deus na terra.

Servos que abdicaram sua vida em prol da chamada divina, desbravando este Brasil na propagação do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Peregrinos que de lugar em lugar vão estabelecendo a doutrina do Senhor, promovendo por onde passam a edificação, a consolação e a firmeza pela Palavra de Deus.

Há, eu sei que sim! Conheço grandes e inúmeros homens de Deus, cujas vidas são modelos para nós. Todavia, neste país continental que é o Brasil, as notícias que se espalham como ‘penas ao ar’ nos dão conta da inversão dos valores e objetivos do maior patrimônio de todos nós – a nossa Assembleia de Deus.

Cuidado caro irmão, meu companheiro, não nos deixemos levar pela atração que o dinheiro possa nos proporcionar. A ‘grana’ é necessária, porém não fundamental.

Ser farto é sem dúvida o sonho de quase todos nós, mas já dizia o pregador: “o tudo SEM Deus é nada, o nada COM Deus é tudo!” Eu digo amém!

Como crentes em Cristo Jesus, o sofrimento nos é habitual, ou pelo menos deveria ser, pois no mundo teremos aflições. Não adianta estrebuchar, se o Senhor não abrir a porta, o negócio é trincar os dentes e passar pela prova dando glórias a Deus – porque quem não lhe dá glórias, morre comido de bicho!

O riso virá, ele é certo, porém não antes de uma noite inteira de choro e pranto aos pés de Jesus. Glórias ao Senhor que nos assiste em todas as nossas dificuldades!

Quanto ao ser louvado, é um mal que corrói o coração e a alma, perverte o sentido e muda o olhar do peregrino, que deixa de olhar para o SENHOR e volta-se para si mesmo.

Que os outros vejam em nós as marcas de Cristo, nos esforçando para por eles (os outros) sermos reconhecidos como bons soldados do Senhor, que milita eficazmente para expandir a obra de Deus.

 

À Cristo toda a glória, majestade e poder!

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