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A MISÉRIA DA MORNIDÃO ESPIRITUAL

08 junho 2010

CopoDeAgua “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3.15,16).

 

Os crentes em Laodicéia viviam numa sociedade muito próspera, num mundo cheio de excelentes oportunidades de negócios, em que homens e mulheres geriam grandes empreendimentos que alavanca a economia local, aquecendo o comércio e as empresas.

Com toda essa prosperidade, a cidade atraia pessoas de diferentes lugares, porém com um interesse comum: ganhar muito dinheiro!

Laodicéia tornou-se um paraíso na terra, congregando num mesmo lugar: dinheiro, cultura, religião, sexo e poder. Era neste cenário que vivia os crentes em Laodicéia, como ovelhas no meio de lobos (devoradores).

Ao revela-se a João, o Senhor Jesus lhe transmite uma carta ao anjo desta igreja, apresentando-se como o “Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus”.

Os crentes de Laodicéia tornaram-se negligentes quanto às “coisas de cima” abandonaram a esperança da promessa da vinda do Senhor e se voltaram à efemeridade do mundo a sua volta, porém o “Amém” (do hebraico verdadeiro) garante que as promessas ainda estavam disponíveis aos fiéis.

Como “a testemunha fiel e verdadeira” Jesus assegura que toda a sua Palavra será cumprida, o Seu testemunho será verdadeiro em favor dos que guardarem os mandamentos, porém, aos desobedientes restará o testemunho condenatório daquele que é Verdadeiro.

“O princípio da criação de Deus” revela-se ao anjo da igreja em Laodicéia como o começo de todas as coisas, fazendo-o lembrar que Ele é o Alfa (do grego “Princípio”), mas também é o Ômega (do grego “Fim”). Sem Cristo, nada (nem mesmo toda a exuberância da rica e cobiçada cidade de Laodicéia) subsistirá!

Após esta singular apresentação ao ‘anjo’ da igreja, o Senhor expressa uma contundente frase aquela comunidade cristã: “Conheço as tuas obras”. A carnalidade dominava os corações dos irmãos laodicenses, a autoconfiança nos recursos da afamada cidade havia lhes tirado o sentimento de subordinação ao senhorio de Jesus Cristo. Insubmissos, viviam em desacordo com a Palavra, todavia sem negar a fé. Contrariando esta prática farisaica, Tiago na sua epístola afirma no capítulo 2 e verso 17: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”.

Os irmãos em Laodicéia vivam um falso cristianismo, reprovados em toda boa obra, gabando-se de uma fé amortecida pelos prazeres desta vida.

Segundo os historiadores, Laodicéia tinha “um problema com o seu abastecimento de água. A cidade de Hierápolis, a noroeste, era famosa pelas suas fontes minerais de água quentes. Um aqueduto tinha sido construído para trazer água das fontes à cidade. Mas, quando a água chegava à cidade, ela não estava nem quente nem refrescante – somente morna e cheia de minerais (impura), de maneira que tinha um sabor terrível” (Comentário do NT Aplicação Pessoal).

Este esclarecimento nos permite entender que as palavras ‘fria’ e ‘quente’ não são símbolos espirituais para ‘incrédulo’ e ‘fervoroso’. Ser ‘frio’ ou ‘quente’ é positivo, o Senhor exclamou dizendo: “quem deras foras frio ou quente!”

Conforme a hidroterapia (prática medicinal alternativa que se utiliza da água como terapia curativa do organismo humano em três níveis: nervoso, circulatório e término), a frescura da água fria ou gelada, é ideal para estimular e revigorar o organismo, enquanto que a água quente ou aquecida acalma e relaxa o corpo. Ambas são positivas para o bem-estar do organismo. Cristo almejava que aquela igreja tivesse o vigor refrescante (contínuo) da água ‘fria’, e a inabalável confiança n’Ele, que a água ‘quente’ propicia.

“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. Com estas duras palavras, Cristo declara a situação calamitosa que se encontrava a igreja em Laodicéia: morna! A água morna é insalubre, de sabor terrível, não serve para beber. Os crentes laodicenses estavam reprovados para seguir ao Senhor, a igreja estava num estado de mornidão espiritual, para não servia, se não para ser vomitada! Laodicéia seria expulsa do Corpo, do Organismo Vivo que é a invisível e universal Igreja de Jesus Cristo.

Caros irmãos, como estamos vivendo neste mundo, será que o nosso foco permanece em Cristo? Vivamos na simplicidade do Evangelho, com muita prudência e maturidade. Não será salutar enveredarmos pelo caminho do secularismo, da ‘teologia da prosperidade’, da ‘vitória financeira’, das falsas ‘unções’, das ‘novas visões’, dos palcos, dos ‘tronos’ e ‘dominações’, dos impérios, e muitos outros embaraços “laodicenses” que há por ai a fora.

O cenário é o mesmo, a igreja permanece inserida no meio dela, mas a nossa posição deve ser diferente: OU FRIO, OU QUENTE, MORNO JAMAIS!

Que a miséria da mornidão espiritual não nos alcance;  infelizmente alguns já embriagam-se nela, deixaram de perceber a singularidade da vida com Cristo: a pureza eclesiástica, a fraternidade da família cristã, o fundamento da doutrina, o bom testemunho para com os de fora e a missão primordial e irrevogável de todos nós: PREGARMOS O EVANGELHO ATÉ OS CONFINS DA TERRA ATÉ QUE ELE VENHA!

 

Fiquem na Paz!

2 comentários :

  1. Olá! Preb.Charlles, Graça e paz da parte do Senhor Jesus...

    Amado irmão, está é a minha primeira visita, mas desde já estou te seguindo; pois me identifiquei com o seu trabalho. Faço-lhe também um convite, visite o meu humilde blog, caso venha lhe agradar, siga-me e com certeza seremos amigos, e companheiros em defesa da fé, que o Senhor nos confiou.

    Deus abençoe ricamente em nome de Jesus...

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  2. Pb Fabio,

    Grato pela cordial visita, para mim é uma honra recebe-lo. Desde já estamos 'seguindo' o amado; juntos estaremos militando em defesa da fé.

    Seu amigo e irmão,

    Pb. Charlles Oliveira

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