UBE

BUSCANDO PRUDENTEMENTE A PRESENÇA DE DEUS

08 julho 2010

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Nas cidades litorâneas, como é o caso da nossa querida Areia Branca, cercada por belas praias, algumas desertas, a atração desses lugares paradisíacos despertam o interesse dos “pinga-fogo”, que preferencialmente buscam nos ermos o seu cantinho de oração. São “crentes”, pentecostais até o “tutano”, na maioria insubordinados, sem doutrina e apego aos parâmetros apostólicos.

Comumente desenfreados, embrenham-se noite a fora nas praias desertas, num rito que mistura oração, sacrifícios e muito misticismo, ao tom de inúmeras revelações. Vale cair no poder, marchar no “sapatinho de fogo”, receber visões celestiais e não poucos mistérios.

Não sou incrédulo, pelo contrário! Creio nos mistérios de Deus, a luz da Sua palavra. Todavia, muitos (não digo todos) não freqüentam a congregação, são ausentes no Culto de Oração, de Doutrina e Círculo de Oração. A justificativa é que na igreja não há liberdade para adorar, ou que os cultos são frios, que o pastor é “cru”.

Outro dia ouvi o relato de um pescador, nativo de uma região praiana da nossa cidade, que narrou que numa noite de lua, estando todos deitados na varanda, um carro preto se aproximou e estacionou um pouco distante do lugar onde estavam, era um grupo de cinco pessoas, que rapidamente subiram as dunas com algumas malas em suas mãos. Os pescadores ficaram atemorizados, logo alertaram toda a comunidade praieira, formando um grande grupo de homens e mulheres armados com paus e facas na expectativa de se defenderem dos cinco suspeitos do carro preto que embrenharam-se monte a dentro.

A noite foi aterrorizante para os pescadores, que imaginavam que aqueles cinco elementos estariam armados, aguardando o momento para atacá-los. O sol raiou, para alivio da comunidade pesqueira, e lá se vêm descendo pelas dunas os visitantes misteriosos. Foi quando os pescadores avançaram em direção a eles, quando se aproximaram se soube que eram “crentes do mistério”, oriundo de uma cidade vizinha, que passaram a madrugada orando no dito monte, apavorizando a comunidade inteira. Felizmente, o desfecho dessa história rendeu muitas risadas, mas e se fosse diferente?

Prudência, deve ser a máxima na atualidade. A violência se prolifera em nosso país, o alastrado consumo de drogas aboliu o sentimento de segurança que gabávamos possuir em nossa pequena cidade. Buscar a Deus, só em casa ou na igreja, até porque, o poder de Deus é manifesto na vida consagrada, que abunda em toda frutificação espiritual; na vida daquele que ama, guarda e obedece a Palavra do Senhor. A congregação local é o lugar estabelecido para cultuarmos a Deus coletivamente, estreitando nosso relacionamento como família divinal; é no templo, em segurança, amparados pela lei que rege está nação, adoramos ao Rei dos reis, desfrutando da Sua graciosa presença através do Espírito Santo.

Portanto, é salutar buscamos crescer e abundar na frutificação do Espírito Santo, vivendo dignamente na simplicidade e pureza do Evangelho, seguindo atentamente o modelo vivido por Cristo. A partir daí, devemos sim, buscar com zelo os dons espirituais, fazendo tudo decentemente e com ordem.

Deus nos abençoe.

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