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EBD: A NATUREZA DA ATIVIDADE PROFÉTICA. Subsídio e Comentário

07 julho 2010

EBD-2

Comentário extraído do site CPAD

Leitura Bíblica em Classe: Jeremias 1.4-6, 9-14

 

Objetivos

I. EXPLICAR as formas de comunicação divina aos profetas, e pelos profetas ao povo.

II. DESCREVER a interpretação naturalista acerca dos profetas do Antigo Testamento.

III. REFUTAR a falácia dos naturalistas com argumentos bíblicos.

 

Conclusão

Prezado professor, a palavra-chave da lição desse domingo é Comunicação. O termo significa “processo de emissão, transmissão e recepção de mensagens por meio de métodos ou sistemas convencionais”.

A comunicação é o recurso que Deus utiliza para se revelar ao seu povo. Nesse sentido, a profecia do Antigo Testamento foi comunicada mediante algumas formas de transmissão: diálogos; visão ou sonho; declaração oral e direta; figuras e símbolos; oráculos por ação (é a ação ou ato de um profeta que transmite uma mensagem profética. Ex.: Oseias casa-se com a prostituta representando o estado caótico de Israel, mas também o amor imortal de Deus por seu povo).

A função primária da profecia é prenunciar a Palavra de Deus. O ministério profético, em Israel, surge diante da necessidade de comunicação e acatamento dos desígnios de Deus estabelecidos para o seu povo. Os profetas que exercem tal função são porta-vozes de Deus para transmitir seus desígnios.

Para que aja transmissão de mensagem tem que haver um receptor. Este deverá receber a mensagem com clareza e compreensão. Por isso a diversidade que Deus usa em formas de transmissão de sua mensagem (conforme visto acima) é riquíssima em linguagem. O exegeta Walter C. Kaiser Jr, sobre essa diversidade, diz:

 

Constantemente, eles [os profetas] advertiam o povo

de Deus sobre o juízo que pairava sobre eles, se

deixassem de se arrepender e de se desviar do mau

caminho que decidiram seguir. Por isso os profetas

usaram todos os mecanismos literários [grifo nosso]

que puderam imaginar para captar a atenção e a boa

vontade de seu público.[1]

 

A profecia veterotestamentária tinha o papel de advertir a nação, combater a idolatria, falar a favor dos pobres e oprimidos (viúvas, órfãos, etc.). Enfim, profetizar, majoritariamente, era ir à contramão do poder opressor estabelecido em Israel.[2] Isso provava que Deus não consentia o que os homens, em sua soberba, pensavam ser benção oriunda dEle. Enquanto que para o povo os representantes do poder, em suas mordomias e luxuosidade[3], eram exemplos de “aprovação de Deus”; Deus demonstrava por meio dos seus profetas que as almas dos tais já estavam compromissadas com a imundície. Os profetas mostravam que o que para os homens era “benção”, para Deus não passava de abominação.

Para transmitir essas verdades, o Eterno conduzia os profetas pelos principais meios de comunicação profética: Proclamação Direta (Nm 12.8; Jo 3.4); Linguagem Figurada (Is 40.3-5; Lc 3.1-18); Apresentação Dramática (Jr 27.2; Ez 5.1-12).

Prezado professor, reflita com os alunos que Deus se comunica e revela soberanamente através de quem Ele usa. Incentive-os a atentarem à forma que o Senhor transmite suas verdades e desígnios.

 

Referências Bibliográficas

KAISER JR, Walter C. Pregando e Ensinando a partir do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

DICIONÁRIO WYCLIFFE. Rio de Janeiro, CPAD, 2006.

[1] KAISER JR, Walter C. Pregando e Ensinando a partir do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2010, p. 121.

[2] Em Israel esse poder era representado pelos reis, que abandonaram os princípios divinos, e pelo sistema religioso judaico cujo processo era completamente corrompido (Jr 44.1-30; Ml 1 – 3).

[3] Em detrimento da vida social do povo.

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