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VEM À ASSEMBLÉIA DE DEUS. DE VOLTA AO PASSADO

06 julho 2010

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Estava louvando ao Senhor com o hinário cristão, deliciando-me com o belo hino 144 – Vem à Assembléia de Deus, composição do saudoso irmão William S. Pitt, traduzido para o português pelo patriarca assembleiano pastor Paulo Leivas Macalão. A canção demonstra a relação sentimental entre os irmãos e a igreja Assembléia de Deus, retratando o convívio assembleiano da época, muito diferente do que vemos hoje em nossa igreja, destoada por modismos e heresias, crises de relacionamento acentuadas por disputas por status e poder e escândalos em todos os níveis da instituição.

Fiz um breve comentário das estrofes, numa tentativa de trazer à tona a nossa origem divinal, num saudosismo salutar à minha querida Assembléia de Deus.

 

1

À Assembléia de Deus, vem comigo,

Unidade, sem fragmentação, era assim na Assembléia de Deus. O crescimento se deu graças à prática bíblica do evangelismo pessoal, cada crente era um ganhador de almas em potencial. Pregava-se nas praças, pelas ruas, mas principalmente com a própria vida, com testemunho cotidiano, com o bom relacionamento interpessoal, demonstrando Cristo em todo o viver.

Ouvir a Palavra de Deus;

A exposição bíblica, tal qual está escrito na Escritura, sem modismos, acréscimo ou subtração, era a mensagem verbalizada pelos eloquentes pregadores assembleianos no santo púlpito da congregação, penetrante como espada afiada nos corações dos ouvintes atentos a “Palavra de Deus”.

E terás a certeza, contigo,

A impactante exposição genuinamente bíblica produzia nos fiéis a inabalável convicção, intrínseca no espírito e no coração

Que Jesus é o caminho dos céus.

Que estavam no Caminho para os céus, pois a mensagem escriturística apontava exclusivamente para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. A pura teologia cristocêntrica, verbalizada de maneira simples, ao alcance de toda a congregação.

 

Coro

Ó vem, vem, vem, vem!

Vem à Assembléia e louvemos

Ao nosso bom Deus Redentor,

Pois maior alegria não temos,

Que fruir Seu imenso amor.

 

2

Vem, irmão, à Assembléia dos Santos,

Incentivo, era a época em que passávamos na casa dos irmãos, para juntos seguirmos à igreja. É a comunhão na sua forma mais comum: de estarmos perto uns dos outros, confraternizando-se na santa Assembléia, comprometidos com a pureza do Evangelho

Sentir o poder do Senhor

E ansiosos por sentir o poder, a dádiva divina concedida aos santos, o Seu maravilhoso Espírito Santo, que inflamava toda a igreja, incendiando os corações consagrados a Cristo. Era o tempo em que o culto era culto, tínhamos profecias, cânticos espirituais, batismos com Espírito Santo [não era preciso contratar um “batizador” ou esperar um congresso], os crentes eram batizados de joelho, orando ao Senhor nos cultos de oração, vigílias e Círculos de Orações, até nos cultos nas ruas tínhamos crentes falando “línguas estranhas” pela primeira vez. Realmente sentíamos o poder do Senhor.

E ali entoar lindos cantos

Cheios da presença do Senhor, os irmãos entoavam as canções celestiais, concedidas aos devotados compositores nas vigílias de oração pelo Espírito Consolador. Letras que transmitiam com integridade a mensagem da Palavra de Deus, quando entoado em companhia do violão, acompanhado das vozes da congregação

Exultando no Consolador.

Saturava o coração de alegria, a alma flutuava prazerosa na presença do Jesus. Tomados de grande júbilo, entoavam os inspirados hinos de adoração, regozijando-se com a presença do divinal Espírito do Senhor. O cântico se misturava com “glórias à Deus” e “aleluias”, rajadas de “línguas estranhas” se ouvia em toda a igreja.

 

3

Na Assembléia de Deus tu estejas

O sentimento de estar em casa, no convívio familiar era real na vida dos irmãos assembleianos. O pastor era um pai, sua esposa uma mãe, a membresia era familiarizada, o novato era inserido no seio da congregação, acompanhado com cuidado pelos mais experientes. Não havia lugar melhor para se estar do que na amada Assembléia de Deus.

Humilde aos pés do Senhor:

Todos, absolutamente todos na Assembléia são convidados a estar nos “pés do Senhor”, rebaixados de toda ostentação, sem glamour, sem status, sem titulação, sem grandeza alguma, simplesmente humilhados diante do Senhor.

Santidade convém à Igreja,

Brada o Espírito, quem têm ouvidos ouça, ou então não veremos o Senhor.

Prá gozarmos celeste amor.

Condicionalmente, se não houver santidade na Assembléia, não haverá o gozo celestial do amor divino. A ausência de santidade ocasiona a escassez do “amor celestial”, sem este amor na igreja há frieza espiritual e corrupção no meio dela.

 

4

Nós sentimos a santa presença

Sim, na Assembléia os corações se aquecem com a “santa presença”, Ele é santo, não habita em meio ao pecado.

Do nosso querido Jesus;

A presença de Jesus é o fundamento primário da Assembléia, sem Ele não há razão para estarmos reunidos. Sem Sua presença, não há culto, não há adoração, não há Assembléia de Deus. O renomado pregador internacional, o afamado cantor gospel, as inúmeras “ministrações de poder”, os teatros, as coreografias, os testemunhos de famosos “convertidos”, a presença política, TODOS esses enfados do culto evangélico moderno poderiam FALTAR [e não faria falta] na Assembléia, todavia a “PRESENÇA DO NOSSO QUERIDO JESUS” era GARANTIDA e anelada na santa igreja.

Anulada foi tua sentença:

Apesar dos lindos hinos entoados, do poder presenciado, o culto assembleiano tinha seu ápice na pregação escriturística, que garantia ao pecador que em Cristo, todo o pecado é perdoado; que na cruz Jesus anulou a sentença de morte que estava sobre nós [pecadores]

Deixa as trevas e vem para a luz.

Porém se fazia necessário ao pecador arrependido abandonar a vida pecaminosa [as trevas] e vivenciar uma nova vida em Cristo, na Sua luz. Este é o apelo que se ouvia na Assembléia de Deus: “arrependei-vos e credes no Evangelho”.

 

Deus nos conduza de volta à Assembléia.

3 comentários :

  1. Prezado amigo blogueiro,
    Pb. Charlles Oliveira,

    Muito linda sua exegese da letra desse tradicional hino assembleiano, e diga-se a bem da verdade, que foi aprovado por unanimidade em Assembléia Geral, como o hino oficial das Assembléias de Deus, e quase ninguém se lembra ou sabe disso.

    Parabéns pela bela postagem!

    Um grande abraço!

    Seu conservo em Cristo e assembleiano,

    Pr. Carlos Roberto

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  2. A paz do Senhor, Irmão Charles

    Sem dúvida, muito interessante sua exposição.
    Muito apropriada. Também acho que a nossa igreja precisa rever os pontos positivos que a fizeram crescer e se tornar a maior denominação evangélica do nosso país. Eu sou um amante declarado da nossa querida Harpa Cristã.

    Nossos arraiais têm sido abarrotados de música carregadas de heresias, enquanto que nosso hinário oficial, a HARPA CRISTÃ, tem sido esquecida. Belos hinos, com letras que nos fazem pensar nas coisas que são de cima. Precisamos urgentemente voltar aos primórdios.

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  3. A paz do Senhor Pastor. Parabéns pela inspiração!
    Vale lembrar que nesta época tudo na igreja se resolvia por meio da oração até mesmo pra separar um pastor ou trocar de igreja era pela revelação de Deus.tínhamos cultos de doutrina hoje chegaram na conclusão que doutrina é outra coisa e que os pastores estavam ensinando eram os uso e costumes coisa do homem mas nós acatá-vamos como doutrina e havia temor na igreja,entre os patores havia amor e muito respeito uns para como os outros.Sou apenas um membro mas não me conformo com certos lideres que ensinam que devemos amar o nosso irmão e nunca sair falando do seu erro,e o que estamos vendo é certas lideranças levando o outro na justiça outro levando pra programa de tv . não me conformo o que estão fazendo com a nossa AD como se fosse empresa ou um sindicato. Que Deus tenha misericórdia e voltemos ao primeiro amor.

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