UBE

EBD: A oração e a vontade de Deus

26 novembro 2010

INTRODUÇÃO
A Bíblia nos instrui a orar, mas não do jeito que queremos, pois, conforme destaca Tiago em sua Epístola, “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tg. 4.3). A fim de orar com sabedoria, estudaremos, na lição de hoje, sobre a oração de acordo com a vontade de Deus. Inicialmente, analisaremos a vontade de Deus na Bíblia, em seguida, refletiremos a respeito de oração que foram ou não respondidas pelo Senhor.

1. A VONTADE DE DEUS NA BÍBLIA
Em Rm. 12.1,2, Paulo admoesta aos cristãos de Roma a não se conformarem com o mundo, antes a experimentarem a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. A vontade de Deus, na Bíblia, não é apenas um capricho, mas o interesse do Senhor no crescimento espiritual do crente. Por isso, Jesus ensinou a seus discípulos que Deus responderia a oração daqueles que guardassem e praticassem a Sua palavra (Jo. 15.7; I Jo. 3.22). A princípio, precisamos compreender a vontade geral de Deus, pois, de acordo com o Apóstolo, a vontade de Deus, desde a criação, foi enviar Seu Filho, Jesus Cristo, ao mundo a fim de trazer a humanidade perdida de volta a Ele (Ef. 1.4-5,9-11;2.15-16; 3.3-12). Portanto, em oração, devemos nos coadunar aos desígnios de Deus, nossa vontade, conforme revelou Jesus no Pai-Nosso, deva estar submissa à vontade de Deus (Mt. 6.10). Na verdade, Jesus é o crivo da vontade de Deus, pois Ele mesmo afirmou em Jo. 7.17 “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo”. Precisamos também reconhecer que há uma propensão humana para fugir da vontade de Deus (Rm. 8.5-8). Por outro lado, depois de recebemos a Cristo, passamos a ter uma nova natureza, direcionada à vontade de Deus, e que sabe que Ele sempre deseja o que há de melhor para nós, ainda que essa seja contrária a nossa vontade.

2. QUANDO DEUS NÃO RESPONDE
Em Sua soberania, Deus pode dizer “não” as nossas orações. As razões podem ser: orações egoístas, que buscam não a vontade de Deus, mas interesses meramente pessoais (Tg. 4.3). Deus também não responde orações que visam apenas honrarias humanas, posições sociais (Mt. 20.17-28). O Senhor também não responde orações hipócritas, de pessoas fingidas, que não têm compromisso genuíno com o reino de Deus (Mt. 6.5,6). Mas nem sempre a resposta de Deus às orações é negativa, algumas vezes Ele apenas silencia, e nos induz a esperar pela resposta, por isso, o Salmista nos orienta a esperar com paciência no Senhor (Sl. 40.1). Quando não esperamos, e nos adiantamos, as conseqüências podem ser drásticas, tal como ocorreu com Abraão e Sara (Gn. 16.1,2). Mas nem sempre a resposta negativa de Deus é decorrente dos nossos erros, na verdade, serve como um corretivo, a fim de que não nos gloriemos em nós mesmos, mas no Senhor, por isso, como aconteceu com Paulo, é bem possível que precisemos nos conformar à graça de Deus, e saber que o Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza (I Co. 12.7-9). Deus é soberano, Ele sabe o que faz, algumas vezes seu “não” é definitivo, tal como fez com Moisés (Dt. 3.26), mas a menos que a vontade de Deus esteja expressa na Bíblia, podemos, como nos ensinou o Senhor, continuar insistindo em oração (Lc. 11.5-10).

3. QUANDO DEUS RESPONDE
A resposta de Deus às orações, consoante ao que expusemos anteriormente, pode ser não ou espere, mas Deus também responde afirmativamente as orações dos crentes. Para tanto, é preciso que as nossas orações estejam em conformidade com a vontade dEle (I Jô. 5.14,15). Na Bíblia temos vários exemplos a esse respeito, destacamos, entre eles: a oração de Salomão (II Cr. 1.7-10), Elias (I Rs. 18.36-39) e Davi (Sl. 51.1-17). A maneira mais segura do cristão conhecer a vontade de Deus é meditando na Sua palavra. Se quisermos orar com sabedoria, devemos orar a partir dos propósitos de Deus revelados na Escritura. O cristão que não busca conhecer a Palavra de Deus está propenso a orar fora da Sua vontade. Sabemos inclusive que mesmo o “tudo” de Jo. 14.6 é relativo, e não absoluto. Devemos pedir, buscar, bater, orar sempre em nome de Jesus, mas Deus não será coagido pelos argumentos humanos, nem mesmo pela utilização indevida do nome de Seu Filho. A oração em nome de Jesus é aquela que tem a Sua autoridade, o Seu crivo, Sua assinatura. Se quisermos orar de fato em nome de Jesus, precisamos conhecer a vontade dEle, não apenas usar seu nome como um amuleto. Orar em nome de Jesus é mais do que colocar a expressão “em nome de Jesus” ao final da oração, é estar em consonância com seus interesses (Mt. 7.21; Mt. 21.31; Mc. 3.35).

CONCLUSÃO
O cristão deva orar sempre, nunca desistir, e sobretudo, acreditar que Deus responde as orações (Hb. 11.6). Por outro lado, deva buscar conhecer a vontade de Deus a fim de orar com sabedoria, sem fugir dos desígnios do Senhor (I Jo. 5.14,15). Devemos também estar preparados para ouvir o “não” de Deus e também a esperar quando a resposta demorar a chegar. Em tudo, estejamos debaixo da soberania de Deus, saibamos que nem sempre nossos pensamentos são iguais aos pensamentos dEle (Is. 55.8,9) e que Ele é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos (Ef. 3.20,21).

 

Comentário de autoria do Pb. José Roberto A. Barbosa, postado no seu blog Subsídio EBD.

Nenhum comentário :

Postar um comentário

COMENTE, todavia seja respeitoso e identifique-se, comentário "anônimo" não será postado. Obrigado!

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial
 
Copyright © 2015. O ASSEMBLEIANO .
Design by Herdiansyah Hamzah . Published by Mais Template .
Creative Commons License