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Viva o sexo livre!

18 novembro 2010

Elumar Pereira da Silva

Sexo segura casamento? Sexo e amor é a mesma coisa? É necessário fazer sexo antes do casamento para que os mesmo venham se ajustar depois de casados? Estas e outras perguntas semelhantes têm inquietado muitas pessoas que estão casadas e/ou que pretendem entrar em um relacionamento a dois. 

No livro de Gênesis, podemos encontrar um dos maiores espetáculo da criação de Deus. Foi, quando Ele mesmo criou o homem numa dimensão tri-dimensional de corpo, alma e espírito. Colocando em cada parte suas particularidades inerentes a cada divisão estabelecidas, afim de que, viessem a funcionar de maneira harmonizada. Em I tessalonicenses 5.23, o apostolo Paulo faz referência a essa tri-unidade dizendo: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo: “e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Deus não fez a mulher do órgão sexual do homem, mas sim da parte mais endurecida do corpo humano a costela; afim de que, a mesma pudesse suportar a dureza da independência do homem, com o qual ela iria se relacionar por toda a vida. 

A primeira coisa que Deus determinou ao primeiro casal antes da celebração do casamento, não foi que os mesmos fossem ter uma experiência sexual! Não. Primeiramente, Deus fez o homem reconhecer sua interdependência da mulher, dizendo Ele a Ela: “você é ossos dos meus ossos e carne da minha carne Gn 2.23”. Ou seja, os dois entretecidos, interdependentes, entrelaçados sem nenhuma rivalidade feroz, sem nenhuma superioridade hierárquica de um sobre o outro, e sem nenhuma autonomia independente. Depois que o homem reconhece a sua dependência da mulher, com a qual deseja se relacionar até que a morte os separe, ele deixa seu pai e sua mãe e une-se a sua mulher. Então através dessa união e do ato sexual tornam-se realidade “uma só carne” Gn 2.24.

Por fim, na descrição da ata celestial referente à celebração do primeiro casamento, é descrito, não em primeiro lugar, mas como fazendo parte do último desfecho do relacionamento do casal, o registro da ordem de se unirem sexualmente. “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus, e não se envergonhavam Gn 2.25”. A sexualidade deste casal estava integrada no todo de suas vidas. Era um sexo livre, responsável e comprometido. Não havia vergonha, porque havia inteireza e segurança. Seu ato se harmonizava no corpo, na alma e no espírito. Casamento é nudez, não apenas física, mas de alma e espírito quando nos expomos intimamente.    Podemos perceber que o amor Eros, não contaminado pela vergonha, existia antes da queda do homem. Não foi a queda que criou o amor Eros; ela apenas o perverteu. Sexo livre não traz sentimento de culpa, vergonha e uma sensação de que estão sujos, nem causa insatisfação. 

Sexo não é amor. Quem segura casamento não é sexo e sim amor. A expressão “maridos Ame vossa mulher” e não maridos façam sexo com sua mulher; expressa exatamente que o amor é a base de qualquer relacionamento e não sexo. A idéia de sexo como amor é uma das maiores mentiras com a qual o mundo converteu o plano original de Deus para a expressão, satisfação e realização sexual. O amor é uma união espiritual entre duas pessoas, uma junção de espírito e mente. O sexo é uma ligação física entre duas pessoas, uma junção de carne com carne. 

E o sexo antes do casamento? Faz-se necessário um teste drive para se ajustar? Será preciso provar para saber se existe amor? O ensinamento Bíblico dá um veto bem claro à relação sexual para os solteiros. O ato sexual cria um misterioso e singular elo de uma só carne. Genesis 2.24. Ou seja, o ato sexual envolve não somente o físico, mas as emoções e a psique. A relação sexual é um ato que une vidas e a união de vidas significa casamento. O sexo tem um lugar, uma hora especial na vida de uma mulher e de um homem, o que deve acontecer só depois do casamento. O jovem solteiro pode desenvolver relacionamentos que sejam salutares, profundamente afetuosos, mas não genitais. O sexo é a coroa do casamento, e o melhor afrodisíaco é o amor. Viva o sexo livre. 

Que Deus te abençoe.

 

*Artigo publicado em 16/09/2010 no Jornal A VOZ.

Fonte: http://admossoro.com

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