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EBD: A conversão de Paulo

25 fevereiro 2011

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INTRODUÇÃO
Paulo, o perseguidor da igreja, passa, depois de convertido, a ser perseguido. A aula de hoje é a respeito da conversão daquele que fora separado por Jesus para ser uma testemunha do Seu evangelho. No início da lição, abordaremos a formação religiosa e cultural de Saulo. Em seguida, estudaremos o relato da sua conversão ao evangelho. Por fim, analisaremos o propósito da conversão do Apóstolo dos gentios.

1. A FORMAÇÃO DE SAULO
Paulo, como é conhecido pelos cristãos, se chamava Saulo. Na verdade, Paulo é o nome romano, cujo significado é “pequeno”. Paulo era genuinamente hebreu, da tribo de Benjamim (Rm. 11.1; Fp. 3.5) e nasceu em Tarso, capital da Cilícia, uma província romana ao sul da Ásia Menor (At. 9.11; 21.39; 22.3). A analise criteriosa dos seus escritos revela que se tratava de alguém educado no contexto do judaísmo. Ainda na adolescência, como era de costuma, deva ter sido enviado a Jerusalém, para aprender de Gamaliel, um dos mais renomados doutores, a fim de ser instruído, conforme ele mesmo declarou, “segundo a exatidão da lei de nossos antepassados” (At. 22.3), fazendo parte da seita dos fariseus. Consoante ao evangelho de Cristo, e a sua formação judaica, era defensor veemente da doutrina da ressurreição (At. 23.6; 26.5; Fp. 3.5). Como excepcional estudante, Saulo se tornou, conforme ele mesmo declara, “extremamente zeloso das tradições dos meus pais” (Gl. 1.14). Aliada a sua formação, Saulo aprendeu a arte de fazer tendas (At. 20.34; I Ts. 2.9). A cidade de Tarso, na qual Saulo cresceu, era um grande centro intelectual, por isso, ele deva, ainda na juventude, ter tido a oportunidade de se aprofundar no conhecimento lingüístico, literário e filosófico. Isso justifica suas citações dos pensadores da época, dentre eles, Aratos e Epimênides (At. 17.28; I Co. 15.35; Tt. 1.12). Mesmo sendo judeu, Saulo, por parte de pai, obteve cidadania romana, como era de costume na época, um pai poderia receber esse título por algum mérito o qual poderia ser repassado ao seu filho. Após sua conversão, Paulo fez uso desse título, sem esquecer, porém, que mais importante que ser cidadão romano era ser cidadão do céu (At. 28.22; Ef. 2.19; Fp. 3.20).

2. A CONVERSÃO DE SAULO
A conversão de Saulo de Tarso à fé cristã é uma das mais famosas da história da igreja. Não podemos esquecer que ele foi um firme perseguidor dos cristãos (At. 8.3) e que tomara parte no apedrejamento de Estevão (At. 7.54), certamente em observância ao mandamento de Dt. 17.7. A fim de perseguir a igreja de Cristo, Saulo se dirigiu para Damasco, na expectativa de encontrar naquela populosa cidade, o maior número de seguidores do “Caminho”, para conduzi-los presos a Jerusalém (At. 9.2). Mas indo no caminho, registra Lucas, “aconteceu que [...] subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe diz: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões” (At. 9.3-5). Paradoxalmente, Saulo, que pensava estar trabalhando para Deus, na verdade, estava contra Ele. Ele não estava perseguindo apenas os cristãos, mas o próprio Cristo. A conversão de Saulo, ainda que tenha atingido seu ápice no caminho de Damasco, ocorreu paulatinamente, pois este, por causa do seu zelo religioso, deva ter se negado muitas vezes a reconhecer a fé cristã dos mártires, dentre eles Estevão. Ele deva ter passado por momentos de dúvidas antes de se converter, e essas eram aguilhões em sua consciência. Diante da revelação do Senhor, Saulo pergunta: “que queres que faça?” (At. 22.10). A resposta: “Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer”. Em seguida, o Senhor enviou Ananias, ainda que não tivesse compreendido inicialmente o ocorrido, a fim de dar maiores instruções a Saulo e para orar por para que retomasse a vista e fosse cheio do Espírito Santo (At. 9.13-18).

3. O PROPÓSITO DA CONVERSÃO
A conversão de Saulo teve vários propósitos, o primeiro deles foi o de mudar sua percepção a respeito de Deus. Como um fariseu zeloso, seria pouco provável que Saulo tivesse desfrutado de intimidade com Deus, talvez sequer O tivesse chamado de Pai. Mas depois do seu encontro com o Senhor, passou três dias em oração, durante os quais nada comeu ou bebeu (At. 9.11). Essa mudança de relacionamento com Deus resultou em uma maneira distinta de se relacionar com a igreja. Antes da conversão Saulo via os cristãos como inimigos, por isso, os perseguia. O tratamento dado por Ananias a ele demonstrava essa diferença ao chamá-lo de “irmão Saulo” (At. 9.17). Aquele que fora um árduo perseguidor da igreja, a partir de então, passou a ser reconhecido como membro da família de Deus. Esse conhecimento iria mudar radicalmente o posicionamento de Paulo em relação à igreja e ser reproduzido metaforicamente em suas epístolas às igrejas cristãs do primeiro século. Por fim, Saulo, o perseguidor, passou a enfrentar perseguições por amor a Cristo. Os judeus deliberadamente tentaram tirar-lhe a vida (At. 9.23,24). As perseguições enfrentadas por Paulo cumpriram o propósito revelado por Jesus a Ananias a respeito daquele apóstolo: “Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (At. 9.15,16). Paulo sempre esteve ciente do propósito da sua chamada, por isso, declarou em Éfeso: “em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At. 20.24).

CONCLUSÃO
Saulo de Tarso, o perseguidor da igreja, foi chamado por Jesus, para ser perseguido por causa do Seu evangelho. Ainda hoje, o mesmo Senhor continua vocacionando pessoas para cumprir Seu propósito de difundir a mensagem da salvação. Como Saulo, diante da revelação do Senhor, devemos nos dobrar, e “tremendo e atônito”, perguntar: que queres que faça?”. A conversão a Cristo traz implicações para a vida do convertido, por isso, converter-se é mais do que uma mudança de religião, trata-se de uma experiência integral que envolve a totalidade da pessoa, suas emoções, pensamentos e vontades (II Co. 5.17).

 

*Comentário de autoria do Pb. José Roberto A. Barbosa, postado no Subsídio EBD.

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