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Ladrões cortam e roubam cabelo de evangélica em Goiânia

20 maio 2011

Uma mulher de 24 anos teve o cabelo cortado e levado por ladrões na tarde de quinta-feira (19) no terminal de ônibus do bairro Jardim Novo Mundo, em Goiânia. Segundo o delegado José Carlos Bezerra da Silva, que registrou o caso no 19º Distrito Policial da cidade, a mulher é evangélica e “tinha um cabelo longo e virgem”.

Ele acredita que o objetivo dos criminosos é vender o cabelo cortado. “O quilo do cabelo virgem, sem produto químico, vale muito aqui”, disse o delegado ao G1. O cabelo é denominado virgem quando natural, que nunca sofreu alteração química ou tinturas.

Conforme Silva, a mulher percebeu a aproximação de um homem no terminal de ônibus, mas acreditou que a intenção do ladrão era roubar a sua bolsa e, por isso, puxou-a para frente do corpo.

“Nesta hora o cabelo, que era longo, abaixo da cintura, ficou desprotegido”, afirmou o delegado.

“Estou na Polícia Civil de Goiás há 20 anos e é a primeira vez que veja uma ocorrência assim”, acrescenta Silva. O delegado diz que o boletim de ocorrência foi feito porque a evangélica precisava "dar uma satisfação para o pastor".

Os longos cabelos foram cortados com um estilete. A polícia investiga o caso e ainda não tem suspeitos.

 

Meu comentário:

Se essa moda pegar ouviremos as irmãs assembleianas solicitando ao pastor a permissão para o corte do cabelo, alegando ser arriscado sair na rua com o cabelo longo. Já pensou? Rssss (risos).

O uso do cabelo longo é comum (pelo menos no interior), na Assembleia de Deus, as mulheres mantêm a tradição, todavia não tem valor salvífico.

Atualmente com as melhorias tecnológicas o mercado de perucas cresceu muito e se aperfeiçoou para atender o segmento, produzindo especificamente dois tipos de perucas: sintética e natural.

A peruca natural é confeccionada a partir do cabelo “virgem”, natual – sem pintura ou manipulação química – com fios longos são mais caros, podendo variar de 2.400 a 6.000 reais.

Os ladrões agem como “caçadores de cabelos”, sempre em bando procuram a cabeleira ideal. Previamente instruídos sobre os tipos de cabelos e as características dos mais valiosos, eles seguem e cercam a vítima, fazem um “rabo de cavalo” e com um instrumento afiado (estilete ou tesoura), cortam o cabelo da vítima e vendem a mercadoria ao receptador no mercado negro.

Outra tática criminosa acontece dentro do salão de beleza, quando a mulher é abordada por um “funcionário” que finge estar interessado pelo cabelo, oferecendo uma determinada quantia, a vítima entrega o cabelo na expectativa de receber o valor combinado após o repasse do material pelo “funcionário” ao produtor final. Coisa que não acontece!

Leia o relato de uma vítima desse golpe:

No depoimento da estudante Vivane Frotiz, de 23 anos, que resolveu cortar os longos cabelos loiros naturais no verão de 2007. O cabeleireiro sugeriu que Viviane vendesse o cabelo e disse que, para isso, ela precisaria pagar R$ 100 pelo processo de transformar os fios louros em peruca. "Segundo ele, o retorno podia ser de até R$ 1.000. Fiquei impressionada e topei. Afinal, aquele cabelo ia pro lixo né?".

Uma semana depois, prazo combinado pelo cabeleireiro para a entrega da peruca, Vivian foi procurá-lo no salão de beleza e o funcionário não trabalhava mais lá. "O pessoal do salão me passou o telefone dele e eu liguei. Ele chegou a me atender por três vezes nas semanas seguintes e me enrolava. Mas depois, sumiu de vez", contou a estudante, que perdeu os R$ 100 e os cabelos.

Então fica o alerta, olho vivo nos ladrões de cabelos!

 

Fontes: Globo.com e RSZD

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