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Igrejas e Colméias (4)

23 julho 2011

IGREJAS_SEM_BRILHO

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, o autor faz o paralelo entre “os aspectos: atividade e perfeição” existente numa colméia e a “vida ativa e próspera da Igreja Primitiva”, apresentando a “comunidade apostó­lica como uma ‘colméia’ de zelo, vida e fervor espirituais”.


CAPÍTULO IV

Igrejas e Colméias

Considerando a atividade e a perfeição como aspectos dignos de observação numa colméia, a própria nomenclatura sugere a característica primária da atividade existente ali – trabalho cooperativo – aliás, muito, muito trabalho! A colméia não é lugar para elementos inativos e improdutivos que sugam “as reservas de alimentação” e desaceleram “o ritmo da vida comum”, quando surgem, logo são abatidos e expulsos da comunidade apícola pelo exército protetor.

Nas colméias há vida, vibração, ativi­dade, edificação, multiplicação; quer in­terna quer externamente, o que se observa é o trabalho constante e paciente das abe­lhas: umas voando, rápidas, à procura de flores; outras chegando menos apressadas, já carregadas de pólen, outras ainda movi­mentam-se, sem parar, armazenando e pondo em ordem os depósitos dos favos, ou cuidando das que estão para nascer.

A tarefa realizada por cada abelha é desempenhada com perfeição, corroborando para o pleno funcionamento da colméia. Diferente dos homens, as abelhas conservam os princípios elementares da vida na comunidade, preservando a continuidade da espécie, “enquanto os homens sucumbem na dissolução dos costumes”.

A vida das colméias sugere-nos a visão da vida ativa e próspera da igreja primiti­va. Um olhar pela história da igreja é sufi­ciente para revelar na comunidade apostó­lica uma colméia de zelo, vida e fervor espirituais; a atividade de seus membros é bem a missão das abelhas, não só a trazer à igreja o pólen dos corações, mas a levar às almas cansadas e tristes, o mel do Evange­lho que o Espírito Santo distribui sem me­dida.

A igreja apostólica propagou a mensagem do Evangelho a partir de Jerusalém, expandindo seu raio de ação até os confins da terra, enviando verdadeiros “exércitos” para “depositar nos corações a fecundidade da luz da salvação”. Como uma colméia, a igreja tem que “enfrentar e expulsar ‘zangões’”, inimigos da Cruz de Cristo, que tentam impedir que “o ‘enxame’ de testemunhas” avance com a chama divina “a iluminar os corações” dos pecadores.

Além de servir como “modelo de atividade”, pela perfeição no desempenho das atividades, a abelha tem outra importante lição a nos ensinar: “a ordem racional da qualidade”. Das flores as abelhas extraem a “substância padrão da doçura e nutrição”, único e integral alimento que atende a necessidade de sobrevivência da colméia. A abelha não subsiste sem o mel, por isso ela se recusa veementemente a receber outra fonte de alimentação.

Diferente das abelhas, que “conservam fidelidade aos princípios criadores, amando e beijando as flores, nas quais tem uma fonte permanente de bênçãos”, nós cristãos agimos de forma diferente. Sofremos com problemas espirituais e nos relacionamentos, quando não somos capazes de “selecionar o alimento que convém à alma”, trocando o manjar de Deus por bolotas. Deus cuida da igreja, provendo a sua Palavra, o maná que desce do céu. Por isso somos diferentes das abelhas, elas não se rebelam ao alimento que Deus provê.

Quando rejeitamos o maná de Deus, a sua Palavra, nos intoxicamos com “as drogas pecaminosas que Satanás” oferece, resultando no desvio doutrinário do Evangelho da luz de Cristo, na decadência dos dons do Espírito e no “estado de carência”, uma espécie desnutrição espiritual resultante da ausência da Palavra do Senhor no coração da igreja, privando-a da saúde e vida que o Espírito Santo proporciona a todos os que amam a Escritura Divinal. “Essa carência leva a enfermidades espirituais permanentes”.

O que as flores são para as abelhas, Cristo deve ser para a igreja e para os cris­tãos. Na igreja, como na colméia, o traba­lho de visitar as flores (falar com Deus em oração) deve ser incessante. As abelhas, como é notório, desincumbem-se com bri­lho da sua missão. - Quanto à igreja em ge­ral, porém, e aos cristãos em particular, quem poderá e como poderá responder?

A “generosidade sem desperdício” é outra lição que aprendemos da família apícola: “o favo dourado do precioso néctar” jamais poderá faltar numa colméia! As abelhas se alimentam, porém sempre há uma boa reserva para as “horas de necessidade”. O depósito não pode jamais estar vazio!

- Acaso as igrejas, as comunidades, os corações crentes possuem um depósito da Palavra que possa alimentar os famintos e os sedentos que batem à porta procurando a salvação? A igreja tem a mensagem com­pleta da graça para oferecer àqueles que a procuram? A comunidade está apta a ofer­tar o conforto espiritual da sua experiência à alma que procura o mel nas suas ações?

- Os crentes refletem a abundância da alegria do Espírito e de tal maneira a não decepcionarem aqueles que esperam en­contrar frutos em suas vidas?

Se a resposta for negativa, é sinal de que a luz do Evangelho que a igreja tem não alumia, não dá brilho, não dá doçura, não dá mel!

 

Oremos!

 

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O material desta postagem é resultado do fichamento da obra “IGREJAS SEM BRILHO”, do Pr. Emílio Conde, publicado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus – CPAD.

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