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104 anos de história, de uma chama pentecostal que não apagou

19 junho 2015

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Por Pr. Luciano Costa – São José do Seridó, RN

As Assembleia de Deus no Brasil uma história contada e recontada ao longo de mais de um Século. Uma das maiores igrejas da América e do mundo, que representa muito bem o pentecostalismo, em suas mais diferenciadas nuances. Uma igreja dívida é verdade! Mas que não tem um “dono”, apesar do seu governo episcopal, mas não acontece em todo território, fragmentada em muitas convenções e presidentes, contudo culturalmente assembleiana, denominaciolmente Assembleia de Deus.

Heroica, ousada pioneira. Cresceu e se multiplicou, mas se dividiu. Alcançou os rincões do país. Com carisma inicial incendiou uma nação, tornou-se referência nacional. Perseguida, odiada, amada, copiada, ultrajada, vencedora, triunfante, rechaçada, mas Assembleia de Deus! Resistente, missionária e crescente, ascética, sectária, depois moderada, maleável e adaptável.

O universo assembleiano é diverso, múltiplo, mas extremamente característico. Comemoremos as vitórias, as conquistas e a trajetória em solo tupiniquim. Tem a cara do Brasil, é cheia de contrastes, abriga ricos, poderosos e intelectuais, também abriga o leigo, analfabeto, indígena, sertanejo e outros. Tem um Marco Feliciano, mas também uma Marina Silva. Tem aqueles adeptos do “reteté”, mas também um Antônio Gilberto.

Quem são os assembleianos hoje? São uma mescla de estilos e comportamentos e por mais ortodoxa que a mesma procure ser, já em seus arraiais estão novos modelos e ensinos antes combatidos pelos seus líderes e mestres. Os assembleianos estão em todo o lugar. Ocupam espaços vários, no congresso, no senado, no futebol, no judiciário. Crescemos e nos tornamos relevantes. Mas muita coisa se perdeu no caminho...

Perdemos o carisma (ou quase) nos tornamos instituição, com todas as mazelas e benefícios que isso proporciona. Entramos para a política quando ainda não éramos politizados, disputamos espaço na mídia, na sociedade na vida pública e no mundo. Já não somos mais a Assembleia de Deus que os missionários para cá trouxeram, aliás, começaram; também não havia como preservar um modelo ao longo de cem anos em uma sociedade em constante mudanças.

Muitos criticam a nossa história e nosso legado, contudo poucos tem um legado assim, de perseverança e de ação missionária pelo Espírito Santo, não somos a melhor instituição igreja no país (uma opinião minha, não sou denominacionalista, embora amo a minha igreja), porque não somos livres de erros e de equívocos, mas temos sido a mais presente geograficamente, a mais pioneira em evangelização, a que mais alcançou lugares remotos desses país.

Muitas igrejas que hoje existem por aí saíram de nós, outras construíram seu legado ao nosso lado, que fosse nos perseguindo ou nos copiando. Impossível contar a história do protestantismo no Brasil sem falar sem nas Assembleias de Deus no Brasil. Nossa teologia não mudou, ainda cremos naquilo que criamos há cem anos, apenas os usos e costumes tem sofrido ataques e muitos já não os observa, contudo rompemos tantas dificuldades ao longo de nossa história que temos muitas razões para glorificar ao Senhor.

Somos respeitados em nossa nação, uma igreja a qual tem história, tem princípios, tem doutrina, mas isso não quer dizer que não tenha problemas, disputas pelo poder eclesiástico entre outras que maculam o bom nome de Cristo que a igreja prega.

Somos assembleianos, somos pentecostais, somos brasileiros, somos mais que centenários!!

Parabéns a todos os assembleianos!

Luciano Costa. 19 de junho de 2015

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